O serviço reservado da Polícia Militar de Londrina, conhecido como P-2, fez a detenção da comerciária Maria José de Lima, 37 anos, acusada de tentar extorquir outra comerciária, Márcia Pereira Mendes, 23 anos. Ela foi autuado em flagrada e libertada após pagar fiança.
A extorsão teria ocorrido porque Márcia Mendes contou um segredo para Maria José. Passado um tempo Maria José ameaçou revelá-lo para a futura sogra de Márcia, caso ela não lhe desse R$ 500,00.
A vítima está separada do noivo há três anos, porque ele está trabalhando no Japão. Ela disse que acabou contando o segredo para a sogra que entendeu perfeitamente o que havia acontecido.
‘‘Amo meu noivo, mas sou humana e sujeita a fraquezas. Esta mulher não podia usar isto para extorquir-me, principalmente, tirando-me parte dos dólares que recebo mensalmente do meu noivo’’, desabafou Márcia.
Ela contou que na primeira ameaça tencionou pagar o valor pedido mas depois, pensando melhor, resolveu procurar a polícia. ‘‘Eu ia ficar nas mãos dela (Maria José) se fizesse o pagamento’’, explicou a comerciária.
A prisão da acusada foi no interior de uma sala da locadora Vhia Vídeo, na rua Brasil, sala 3, na zona central da Cidade. Primeiramente, Márcia disse que tentou pagar a extorsão com um cheque, mas Maria José recusou e pediu dinheiro ‘‘vivo’’. A vítima então disse ter ido a uma agência bancária no centro da cidade para que pudesse retirar o dinheiro.
A acusada afirmou à Folha que tudo foi armação da proprietária da locadora, Silvana Ishikawa. ‘‘Eu pedi dinheiro emprestado para a Márcia e fui usada porque estou entrando com uma ação trabalhista contra a Silvana. Eu trabalhei na locadora e fui mandada embora sem ter recebido corretamente a indenização’’, contou Maria José.
A proprietária confirmou que a acusada trabalhou na locadora, mas disse que desconhecia a ação trabalhista da acusada.

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