A insegurança que atinge a Universidade Estadual de Londrina (UEL) aqueceu as discussões sobre a presença da Polícia Militar no campus. O assunto está sendo discutido nas reuniões do Conselho Administrativo, mas a reitora Lygia Pupatto avisou ontem que se houver necessidade vai pedir ajuda para a PM. ''Se começar a ter assalto à mão armada duas vezes por dia aqui, o que alguém como a reitora da universidade faria?'', questionou.
Até a noite de anteontem, a Prefeitura do campus já havia registrado oito assaltos à mão armada desde o início do ano. Os quatro últimos aconteceram há menos de duas semanas. Na semana passada, numa mesma noite, dois homens praticaram três assaltos seguidos na região do calçadão. A última vítima foi uma estudante que estava em um ponto de ônibus do Centro de Ciências Biológicas (CCB), na noite de quarta-feira.
Lygia lembrou que diversas medidas já foram tomadas tentando melhorar a segurança no campus entre elas, a colocação de alarmes e cerca de 150 camêras de vigilância. Mas com o maior controle sobre o patrimônio, os ladrões passaram a visar mais as pessoas que circulam pelo lugar. Por causa disso, a reitora disse que não terá outra alternativa senão requisitar o apoio da PM para garantir a segurança das mais de 23 mil alunos, servidores e visitantes.

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