PM pode ter executado assaltantes após tiroteio
Emerson Cervi
De Curitiba
O comandante do 13º batalhão da Polícia Militar de Curitiba, tenete-coronel Antonio Kasczeszen Junior, oficializou ontem a abertura de inquérito policial para investigar as mortes de dois ladrões de carro e um pedreiro na tarde de segunda-feira. Os três morreram no bairro Umbará, durante troca de tiros entre os assaltantes e dois policiais do serviço reservado (P2) do 13º batalhão. O inquérito será presidido pelo delegado Vilson Alves de Toledo, da delegacia de homicídios, e acompanhado pelo Ministério Público.
Segundo testemunhas que preferem não ser identificadas, os dois assaltantes se entregaram aos policiais. O relações públicas da PM, major José Paulo Betes, disse ontem que os policiais foram afastados até a conclusão do inquérito. Queremos saber em que circunstâncias aconteceu a troca de tiros e como foram mortos os assaltantes, disse ontem Betes. O major não quis comentar a versão de que os ladrões teriam sido executados. Existe um investigação em andamento, não posso adiantar nada.
O delegado Toledo solicitou um exame de balística das armas dos dois policiais e dos dois assaltantes. Os laudos da perícia técnica e os testemunhos de populares vão dar as respostas para todos os questionamentos.
Por volta das 16h30 de segunda-feira o assaltante Anderson Moreira, vulgo Chemim, e um comparsa não identificado, roubaram um Fiat Tipo na República Argentina, que em seguida foi trocado por um Golf.
Os ladrões passavam pelo bairro Umbará quando foram interceptados por uma viatura da P2. Na troca de tiros, uma bala perdida acertou a cabeça do pedreiro José Rossi Lorente, 43 anos, que passava pelo local de bicicleta. Ele teve morte instantânea. Os assaltantes entraram em uma casa e, segundo testemunhas, ao perceber o cerco policial eles se entregaram. Os dois teriam sido algemados e colocados dentro da viatura sem ferimentos. Na versão da polícia, eles foram atingidos durante o tiroteio e chagaram sem vida ao pronto socorro do Hospital do Trabalhador.





