PM persegue ladrões de posto em Cascavel
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segunda-feira, 16 de abril de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
A Polícia Militar de Cascavel realizou uma grande operação para encontrar dois homens que assaltaram um posto de gasolina por volta das 9 horas de ontem, nas proximidades da BR-277. Cerca de 20 policiais foram deslocados para a periferia da cidade onde os marginais se esconderam dentro de uma mata, o que dificultou a perseguição. Ainda durante a manhã, um dos assaltantes, Manuel Raimundo dos Santos, 50 anos, foi encontrado. O outro permanecia foragido até o final da tarde.
Os assaltantes que estavam armados com um revólver calibre 38 roubaram R$ 8.450,00, do Posto Xodó. Durante a fuga, eles levaram um veículo Belina, placas ADH-8819, de Cascavel, e se dirigiram para o bairro Cascavel Velho. Os funcionários do posto acionaram a polícia que iniciou a busca dos assaltantes. Depois de entrarem em uma rua sem saída, os ladrões abandonaram o veículo e começaram a correr até entraram em uma mata.
Os policiais entraram na mesma rua e precisaram da carona de um motociclista para continuar a perseguição. Ao entrarem na mata, o soldado Eugênio de Oliveira e o cabo Denilson Lenardon encontraram os assaltantes e houve uma troca de tiros. Na tentativa de fugir, Manuel dos Santos caiu dentro de um córrego e torceu a perna, facilitando sua prisão. Juntamente com o assaltante foi encontrado o dinheiro que havia sido roubado do posto.
Aos poucos foram chegando várias viaturas e cães farejadores que tentavam encontrar o outro assaltante conhecido como João Carlos, que se escondeu na mata, após ser atingido no tiroteio. Durante todo o dia, os policiais realizaram buscas na região, inclusive na tubulação da rede de esgoto, mas não encontraram João Carlos.
Manuel Raimundo dos Santos, um ex-agente de segurança, disse aos policiais que decidiram assaltar o posto, pois sabiam que havia dinheiro no local. O assaltante já havia sido condenado por homicídio em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e estava foragido.
Ele alegou que dentro de sua carteira havia R$ 1.950,00, que os policiais teriam colocado junto com o dinheiro do assalto. O comandante do 6º Batalhão de PM, major Avelino José Nowakoski, disse que o assaltante teria que provar sua afirmação. Os policiais que participaram da operação não possuem qualquer antecedente que nos faça duvidar de suas índoles, completa.


