PM pede ajuda sobre 'ilhas' ao Detran
Sid Sauer
De Campo Mourão
O 11º Batalhão de Polícia Militar de Campo Mourão pediu ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) que emita um parecer definitivo sobre as ilhas construídas há mais de seis anos na Avenida Capitão Índio Bandeira, a principal da cidade. As ilhas estão no trecho do calçadão, entre as ruas Brasil e São Paulo. O objetivo da PM é definir de vez quem tem a preferencial no local, uma dúvida que ainda atormenta os motoristas da cidade.
Na minha opinião, como se tratam de ilhas e não rotatórias, a preferencial é de quem está na avenida e não de quem está passando pela ilha, diz o comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, major Erbt Afonso Pinto da Silva. Mas existem correntes contrárias, admite o comandante. No próprio batalhão existem dúvidas. Antes de Silva, por exemplo, outros oficiais ligados ao Pelotão de Trânsito haviam confirmado que a preferencial pertencia à rotatória.
Silva diz que tem a seu favor um estudo feito por um engenheiro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e decisões judiciais sobre acidentes de trânsito no local. Sempre quem estava na rotatória perdeu a causa, afirmou. Para o comandante da PM, as rotatórias precisam ter um tamanho maior para receber esse nome e ganhar o direito à preferencial. Rotatória é o que existe na entrada do Lar Paraná e no trevo para Curitiba, exemplifica.
Para evitar que a polêmica aumente, Silva prefere esperar o parecer técnico do Detran. Sorte que nosso motorista é educado e anda devagar naquele trecho, ressalta. As rotatórias ou ilhas foram construídas em 1993, quando a prefeitura resolveu colocar mão dupla no trecho do calçadão. O fato de Campo Mourão ter todas as suas avenidas como preferenciais desde a fundação da cidade ajudou a confundir os motoristas.
Silva admitiu ontem à Folha que a redução de acidentes no perímetro urbano de Campo Mourão este ano, em relação ao ano passado, é acanhada. O mais importante é o número de vítimas e isso caiu, afirmou. Lata a gente conserta. O comandante está esperando o fim do ano para divulgar um relatório detalhado sobre o comportamento do trânsito, mas adianta que a redução de feridos graves está na casa dos 70%.
Desde o início do segundo semestre, a PM intensificou o uso de radares e puniu com palestras educativas os motoristas infratores. Desde então, não houve morte no trânsito urbano. No primeiro semestre, foram quatro mortes.
O major também acredita que o número de acidentes poderia ter sido menor se a prefeitura não tivesse retirado das ruas parte dos quebra-molas que estavam em desacordo com o novo Código de Trânsito. Os quebra-molas podem mostrar falta de educação no trânsito e até deixar a cidade mais feia, mas se ajudam a salvar vidas e a preservar a integridade física das pessoas, devem ser sempre bem recebidos.





