Desde a última terça-feira a população pontagrossense está vendo vários policiais a pé pelas ruas centrais da cidade. Alguns até fazem a ronda com cães treinados. A medida, no entanto, não é um novo plano de segurança. Foi, sim, a alternativa encontrada pelo comando do 1º Batalhão da Polícia Militar para enfrentar a falta de combustível. ‘‘Na terça-feira acabou o nosso combustível e tivemos que encostar todas as viaturas’’, informa o sub-comandante do Batalhão, major Celso Ferreira da Cruz.
‘‘Estamos fazendo somente o policiamento a pé, nas áreas de maior movimento da cidade’’, conta. Segundo ele, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, a corporação não pode efetuar nenhum gasto sem ter uma previsão orçamentária. Como não existe um orçamento, o jeito foi encostar os veículos.
As pessoas que ligam para o 190, pedindo atendimento a alguma ocorrência, são orientadas a ir até o módulo mais próximo de sua casa buscar o policial, ou então registrar a queixa diretamente na delegacia. Nos últimos quatro dias, mais de 200 chamadas deixaram de ser atendidas.
O major Celso diz que a PM já passou por outros momentos difíceis em Ponta Grossa, mas nunca chegou ao ponto de ter que parar de usar todas as viaturas por falta de combustível.
Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública, os recursos para atender aos batalhões da PM foram liberados em duas parcelas. Uma na terça-feira, de R$ 380 mil e a segunda na quarta-feira, de R$ 1,1 milhão. A assessoria informou ainda que na noite de ontem, o Batalhão deveria receber 15 mil litros de combustível, suficientes para cerca de 30 dias de atividade da polícia. Os 25 municípios abrangidos pelo 1º BPM encontram-se na mesma situação de Ponta Grossa. Também deve ser iniciado hoje o pagamento dos postos que são fornecedores da Polícia Militar. O valor da dívida, no entanto, não foi divulgado.

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