O 15º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Rolândia, têm observado nas últimas semanas uma movimentação constante de sem-terra na Fazenda Santa Maria, em Jaguapitã (46 km ao norte de Londrina). Invadida no dia 27 de fevereiro por integrantes do MST, maioria homens, a área teve troca de invasores nas várias tentativas de reforçar a participação no acampamento.
‘‘Identificamos algumas pessoas que participaram de outras invasões, como da São Carlos, em Arapongas, no ano passado’’, disse o comandante do 15º BPM, major Rubens Guimarães. No entra e sai de veículos dos sem-terra, observado por policiais na entrada da fazenda, a PM tem verificado que as pessoas são diferentes.
‘‘Temos informações de que os sem-terra estão usando esta sistemática. Invadem com um grupo e depois alojam outros’’, ressaltou. O que mais chama a atenção da PM é que nas invasões o primeiro grupo é composto basicamente por homens. Depois de alguns dias as mulheres, crianças e pessoas de mais idade começam a ser transferidas para reforçar os acampamentos.
As invasões contam com o apoio de outras regiões. Numa das tentativas de alojar mais sem-terra na Santa Maria, a PM barrou um ônibus fretado por uma cooperativa de sem-terra de Laranjeiras do Sul com mulheres e crianças. Também é grande o movimento de famílias vindas da região de Paranavaí.
A Polícia Civil de Jaguapitã está investigando as autorias da invasão da Santa Maria. Segundo o delegado José Arnaldo Peron Martins, a dificuldade maior é de conseguir identificar os líderes do acampamento. ‘‘Temos orientação da secretaria de Segurança Pública de evitar um atrito nos acampamentos. A identificação é com os sem-terra que saem da fazenda’’, salientou.
No inquérito Peron também apura a resposabilidades no desaparecimento de uma novilha, provavelmente abatida para alimentar os sem-terra, e dos objetos da propriedade que foram danificados.

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