O subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, capitão Altivir Cieslak, afirmou que não existe previsão de quando o Policiamento Ostensivo Volante (Povo) poderá ser estendido para outros bairros. ''Existe essa pretensão, mas não podemos precisar uma data. Isso deverá ser viabilizado após a formatura dos policiais que estão sendo treinados, marcada para 10 de setembro'', apontou. O capitão disse que também não poderia divulgar quais os próximos bairros a ser contemplados.
Cieslak declarou que em bairros mais violentos a PM continua desenvolvendo outras operações. Segundo ele, um projeto como o Povo não poderia ser implantado em bairros onde a comunidade está desestruturada. ''Nesses locais mantemos uma atuação constante, com arrastões e presença da Rone, por exemplo'', ressaltou.
Na visão do subcomandante, o Povo já conseguiu refletir na diminuição da criminalidade, além de munir a PM de informações importantes. ''Todas as informações colhidas pelos policiais estão catalogadas em um banco de dados, que irá auxiliar na nossa atuação''.
Os palm-tops (computadores de mão), adquiridos pelo Estado para agilizar o registro de queixas da comunidade para os policiais do Povo, não funcionaram e tiveram de ser devolvidos. Em abril, durante o lançamento do projeto e entrega dos equipamentos, o secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazzari, havia destacado a modernização do trabalho como um dos pontos fortes do projeto. ''Os equipamentos estavam em caráter experimental e, infelizmente, não foram compatíveis com nosso sistema. Tivemos de devolvê-los à empresa responsável e fazer as fichas do modo tradicional'', esclareceu Cieslak. (V.N.)

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