Vinte policiais militares realizam, desde o início da noite de sábado, uma operação varredura na zona rural de Santa Helena (100 km de Foz do Iguaçu), na tentativa de prender o agricultor Gilmar Moreira, de 27 anos, acusado de matar a ex-namorada, o pai e um tio dela. Até o final da tarde de ontem, o operação ainda não havia obtido resultado.
Participam da tentativa de captura oito dos 19 homens do 3º Pelotão da Polícia Militar em Santa Helena e 12 soldados do Grupo de Operações Especiais do 14º Batalhão da PM em Foz do Iguaçu. O grupo utiliza três caminhonetes e um barco. A comunidade rural Linha Braço do Norte, onde ocorreram os crimes, é vizinha ao Lago da Hidrelétrica de Itaipu e possui muitas áreas de mata, o que dificulta o trabalho.
A PM suspeita que Moreira possa ter atravessado o Lago de Itaipu e fugido para o Paraguai. ‘‘Só vamos desistir quando terminarmos a varredura de toda a região onde ele possa estar escondido’’, disse ontem Irineu Milani, sargento do 3º Pelotão.
Os três assassinatos ocorreram no final da tarde de sábado. Segundo a Polícia Civil, Gilmar Moreira teria retirado à força de um ônibus a estudante Beatriz Terezinha Justino Feo, 23 anos, de quem era namorado havia sete anos. O rapaz não estaria conformado com o fim do relacionamento, imposto por ela. Beatriz viajaria para Guaratuba (litoral do Estado), junto com colegas formandos da 8ª série. Depois de colocá-la em seu carro, Moreira teria matado a moça com um tiro de revólver na cabeça e ocultado o corpo em um matagal.
Depois de assassinar a ex-namorada, o agricultor teria ido até o centro comunitário da Linha Braço do Norte, onde é acusado de matar o pai da estudante, Vitelmo Justino Feo, 54 anos, e um tio dela, José Justino Feo, de 49, ambos agricultores. O carro de Moreira foi encontrado horas depois, junto a uma mata de propriedade da Itaipu Binacional, à margem do lago.
Os três corpos foram sepultados domingo. O investigador da Polícia Civil Osmário de Almeida disse acreditar que Moreira tenha premeditado os crimes. Segundo ele, há pouco tempo o agricultor passou para o nome de seus pais um pequeno sítio de que era proprietário na comunidade rural.

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