O policial militar Rogério Strasser matou, na noite de anteontem, o bombeiro Roberto Bordignon, numa blitz na Avenida Mário Filho, Parque Morumbi II, zona leste, em Foz do Iguaçu . Strasser disparou um tiro com uma espingarda calibre 12 que atingiu o tórax do bombeiro, 23 anos. O incidente ocorreu às 21h30, em frente a um templo evangélico e a três quadras da casa da vítima. Os primeiros resultados da perícia da Polícia Civil, indicam que o bombeiro não estava armado, nem apresentava sinais de pólvora em suas digitais.
Bordignon estava com o irmão Hércules, 24 anos, que dirigia um Opala bege procurado pela polícia. Uma denúncia feita por telefone afirmava que um veículo com essa característica trafegava com dois ocupantes em alta velocidade pelas ruas do bairro, disparando tiros para o alto.
Segundo testemunhas, os policiais, convencidos pelas características semelhantes do carro descrito, obrigaram Bordignon e o irmão a se postar para a revista. No momento, em que Roberto ia se identificar como bombeiro, recebeu o tiro. ‘‘Ele virou-se e, quando colocou a mão no bolso para pegar sua identificação profissional, foi atingido’’, disse à Folha uma fonte da PM.
‘‘O irmão, desesperado, ainda mostrou o documento para os dois policiais’’, revela. O bombeiro morreu pouco depois, antes de ser atendido no hospital. O comando da PM de Foz do Iguaçu abriu Inquérito Policial Militar (IPM) e o soldado Rogério Strasser, autor do disparo, deve ser afastado de suas funções.

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