A Polícia Militar apreendeu na madrugada de ontem em Marialva (17 quilômetros de Maringá) 1.500 fitas piratas e equipamento completo para reprodução de fitas cassetes. O responsável pelo laboratório clandestino, José Roberto Miranda, está foragido. Dois rapazes foram presos em flagrante.
A PM descobriu o laboratório por acaso. Uma patrulha que fazia ronda na cidade perseguiu um piloto de moto que estava sem capacete. Leocir Pio Ferreira, de 19 anos, o piloto, disse que morava na Avenida Tio Ribas, 441.
Ao chegar no local, para checar os documentos do rapaz, a polícia descobriu o laboratório, onde prendeu também Mário César dos Santos, 19 anos. Os dois confessaram que trabalham para José Roberto Miranda. Os três moram no bairro Conjunto Borba Gato, em Maringá.
Na casa, alugada por R$ 360,00 mensais por José Roberto, a PM apreendeu, além das 1.500 fitas gravadas, mais 3.300 fitas cassetes usadas como matrizes, 5.700 fitas virgens, 8.300 capas plásticas, 10 máquinas para reprodução de fitas cassetes marca Telex, decks, embaladoras, amplificador, desmagnetizador, soprador serigráfico, quatro bobinas plásticas, duas caixas de som e furador de papel.
Os dois rapazes estão presos na Delegacia de Polícia Civil de Marialva e, de acordo com o artigo 184 do Código Penal (que prevê crime para reprodução de obras), podem pegar de um a quatro anos de reclusão.

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