PM investigará origem de farda
O secretária de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, comentou a participação do ex-policial militar nos crimes de Ortigueira. Ele salientou que o crime organizado ''não funciona sem a participação de um servidor público ou de um ex-servidor''. ''A estrutura do crime organizado necessariamente tem que ter a presença de um servidor público. Isso faz parte da rotina no Estado do Paraná no combate ao crime organizado. A bandeira política deste governo é a limpeza ética e moral das instituições policiais. Portanto isso é visto por nós com bastante naturalidade'', afirmou.
O porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, tenente Ricardo Eguedis, disse que a origem da farda encontrada num dos carros usados pela quadrilha será investigada. O uniforme trazia inscrição do 5º BPM. Segundo ele, assim como as armas usadas pelos policiais, a farda é um material controlado e distribuído em quantidade limitada. Quando uma dessas peças é roubada, avariada ou deixa de ser usada pelo policial, é preciso comunicar o batalhão.
A polícia recuperou dois malotes roubados do Banco do Brasil, com cerca de R$ 74 mil. O dinheiro foi encontrado na viatura policial, abandonada pelos bandidos, na sexta-feira à tarde. Outros R$ 14 mil foram achados com dois suspeitos. Também foram apreendidos uma escopeta calibre 12, três espingardas (calibres 12, 22 e 36), quatro revólveres calibre 38, três pistolas calibre 38 e uma calibre 9 milímetros. E foi recuperado um colete balístico da PM.
Os acusados responderão pelos crimes de roubo, tentativa de latrocínio, sequestro e porte de arma. Eles deverão ser julgados pela Justiça de Ortigueira. (F.B.)





