Uma denúncia anônima levou o Tático Móvel da Polícia Militar ontem até o bairro Conjunto Triângulo, em Sarandi (7 km a leste de Maringá), onde um suspeito de ter assaltado uma residência em Maringá foi preso. Quatro viaturas da PM e 17 soldados, todos com coletes à prova de bala e armados de revólveres e escopetas, invadiram uma residência na Rua Projetada, 1.112, onde encontraram duas pulseiras douradas. O fugitivo da Colônia Penal Divonzir Bernardo, 24 anos, segundo a PM, foi detido e levado para a 9ª Subdivisão Policial de Maringá.
No dia 10, às 22 horas, dois assaltantes (um moreno trajando bermudas, outro também moreno de calça moleton) levaram R$ 350,00, US$ 45 e algumas jóias, entre correntes e pulseiras, de uma casa no bairro Aeroporto, em Maringá. Os assaltantes fugiram a pé. Eles foram localizados pela PM mas fugiram cada um para um lado. Um deles, Marcelo Batista, 22 anos, morador no Jardim das Torres, trocou tiros com a PM e acabou morrendo.
Ontem, a PM recebeu denúncia anônima que dizia que o colega de Marcelo Batista estaria escondido no Conjunto Triângulo. Os soldados chegaram às 15 horas à Rua Projetada e, sem mandado de busca e apreensão, invadiram a casa de Marcinele Ananias Rio Velho, 33 anos, casada com Amauri Vicente, preso por furto há um ano em Sarandi. ‘‘Eles chegaram aqui e foram entrando, não me mostraram nenhum papel do juiz’’, disse Marcinele, que tem sete filhos e carregava no colo um de dois anos.
À polícia, o suspeito disse se chamar Leandro Cordeiro, 24 anos, desempregado. Disse que não conhecia Marcelo Batista e que não tinha nada a ver com o assalto em Maringá.
Os policiais revistaram a casa e encontraram um pacotinho de pano dentro do sofá, com duas pulseiras. Marcinele disse que nunca tinha visto as jóias.
A PM informou que Leandro na verdade se chama Divonzir Bernardo e é fugitivo da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. A PM disse também que Divonzir conhecia Marcelo Batista.Marcos NegriniPM conversa com Marcinele: pacote com duas pulseiras estava no sofáMarccio W. Varella

mockup