PM intensificará fiscalização do transporte escolar
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quarta-feira, 27 de janeiro de 1999
Marcos Zanatta 
Os policiais militares do Pelotão de Trânsito e fiscais da Prefeitura de Maringá vão intensificar a fiscalização para coibir os veículos clandestinos que fazem o transporte escolar. Ontem começou a vistoria das condições dos veículos, que só serão aprovados dentro das exigências de segurança impostas pelo Código de Trânsito Brasileiro.
A novidade, segundo o tenente Ademar Paschoal, comandante do Pelotão de Trânsito, é o uso do tacógrafo, que já equipava a grande maioria dos veículos que trabalham com escolares de Maringá. Vamos exigir todo tipo de equipamento e condições de segurança, mesmo que seja necessário um tempo até o início das aulas, disse ele à Folha.
Dos cerca de 35 veículos levados ontem até o quartel da PM, três foram reprovados antes mesmo da vistoria porque não estavam com a faixa externa de acordo com a legislação. A faixa tem que ir até a porta dianteira do veículo, explicou o tenente Paschoal.
Ele disse que a partir do início das aulas, já na próxima semana, os policiais de trânsito vão fiscalizar com maior rigor. Os clandestinos, que não possuem registro e não passam pela vistoria, podem ter os veículos apreendidos, avisa. Paschoal alerta ainda que a partir de agora a vistoria será realizada a cada seis meses.
Pelos cálculos do presidente do Sindicato do Transporte Escolar de Maringá, Antonio Lima, existem cerca de 70 veículos que trabalham no setor, e pelo menos 10% são clandestinos. O pessoal não adapta o veículo às exigências, não faz manutenção, carrega mais passageiros que o permitido e consegue praticar preços menores, o que é concorrência desleal, afirma. Os veículos legalizados cobram em média R$ 55,00 por passageiro ao mês, contra R$ 30,00 a R$ 35,00 dos clandestinos. A prefeitura prometeu também apliar a fiscalização, revela Lima.
Segundo Antonio Marcotti, da Secretaria Municipal de Transportes, os clandestinos não podem trabalhar mesmo se adaptarem o veículo e passarem pela vistoria. Ele explica que antes de 1977 não existia nenhum tipo de fiscalização sobre o transporte escolar. A prefeitura fez um projeto para regulamentar o setor, exige alvará dos transportadores e só abre mais vagas através de licitação. A partir de março, quando começar as aulas de todos os colégios vamos fazer um levantamento, para medir a necessidade ou não de mais veículos escolares, diz ele.


