Cerca de 80 professores e funcionários da rede estadual de ensino tentaram fazer um manifesto, ontem, em frente à casa do governador Jaime Lerner, no bairro Cabral, em Curitiba. Eles foram barrados pela Polícia Militar, que bloqueou a rua impedindo o acesso dos manifestantes ao prédio. O governador não estava em casa. Os servidores já haviam escolhido o mesmo local para protestar contra o atraso no repasse dos vales-transporte, no final de novembro.

Depois de muita conversa, um grupo de seis pessoas conseguiu entrar no edifício e deixar na portaria um pacote de presente para Lerner, representando a extensa pauta de reivindicações da categoria. ''Há tempo estamos tentando dialogar com o governo, que se recusa a nos receber'', afirmou Miguel Baez, da direitoria da APP-Sindicato

Segundo o professor Miguel Baez, da diretoria da APP-Sindicato, os docentes têm uma série de pedidos de melhorias trabalhistas que já não foram cumpridas na greve do ano passado. Entre elas, reajuste salarial, hora-atividade de 20% e concurso público. Apenas um dos itens da pauta, a revogação do Projeto 411/00, que extingue a carreira estatutária, foi atendida.

À tarde, o presidente da APP-Sindicato, Romeu Gomes de Miranda, participou da sessão na Assembléia Legislativa, onde pediu o apoio dos deputados para que volte a tramitar o projeto de decreto legislativo que propõe a derrubada do processo de eleição de diretores proposto pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) e que seja votado um outro projeto que anula duas outras resoluções da Seed. Uma delas trata da redução da grade curricular do ensino médio e a outra da extinção do ensino fundamental regular noturno. Anteontem, uma liminar expedida pelo Tribunal de Justiça do Paraná já garantia a suspensão desta última.

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