Um forte esquema de policiamento foi montado ontem na praça de pedágio de Presidente Castelo Branco (26 km a noroeste de Maringá) para evitar que os trabalhadores sem terra que participam da Marcha pelo Brasil praticassem ato de vandalismo.
Um grupo de sem-terra foi acusado de depredar a praça de pedágio de São Miguel do Iguaçu (43 km a nordeste de Foz do Iguaçu), na última sexta-feira. Para evitar o mesmo tipo de ocorrência, 90 soldados do 8º Batalhão da Polícia Militar, incluindo seis soldados do grupo de atiradores de elite, permaneceram das 8 horas até aproximadamente 15 horas, na frente da praça de pedágio de Presidente Castelo Branco.
Os atiradores de elite ficaram no telhado do escritório da Viapar, empresa concessionária do lote 2 do Anel de Integração. Cerca de dez policiais se revezaram no policiamento direto das três cabines e o restante se espalhou na pista da rodovia. A maioria dos policiais usava colete à prova de bala e escudos.
De acordo com o capitão Alberto Rodrigues Martins, comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar de Nova Esperança (35 km a noroeste de Maringá), o policiamento foi preventivo. ‘‘Depois do ocorrido em São Miguel do Iguaçu, a determinação do comando da Polícia Militar foi manter o policiamento preventivo nas praças de pedágio que estão no trajeto da marcha dos sem-terra’’, explicou.
Para o comandante, não houve exagero na designação dos soldados para a frente da praça de pedágio de Presidente Castelo Branco. Segundo ele, a presença dos atiradores de elite tem se tornado comum em qualquer tipo de operação da polícia.
Conforme Martins, os trabalhadores sem terra que participam da marcha sabiam do esquema de policiamento. Um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região de Querência do Norte, Paulo de Marque, negou que soubesse do forte policiamento montado na frente da praça de pedágio.
Ele também afirmou que não estava previsto nenhum protesto no local e que os trabalhadores desconheciam o motivo de tantos soldados. Na passagem pela praça, os sem-terra se limitaram a gritar frases de efeito destacando os objetivos da Marcha pelo Brasil.
A direção da Viapar, autorizou a passagem gratuita de dois caminhões e um ônibus dos trabalhadores. Os veículos do MST passaram ao lado das cabines de cobrança do pedágio, que funcionou normalmente durante todo dia de ontem.
Os sem-terra chegam hoje à tarde em Maringá, onde ficam até sexta-feira de manhã. Os líderes do MST entraram com pedido na Prefeitura de Maringá para montar acampamento na Praça Raposo Tavares, centro da cidade. O pedido não foi aceito pela prefeitura. Depois de Maringá, os integrantes da marcha seguem para Apucarana e depois Londrina.Marcos NegriniPela pazAo passar pelo pedágio, os sem-terra se limitaram a gritar frases destacando os objetivos da marchaLucinéia Parra

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