PM foi afastado das funções e responde a IPM
A Folha tentou ouvir, ontem à tarde, o soldado João Camargo Neto. Mas o regulamento da Polícia Militar impede que funcionários da corporação acusados de crimes dêem entrevista. Segundo o major Herbet Pinto da Silva, subcomandante do 14º BPM, ele foi afastado do policiamento de rua e executa serviços internos.
A Vara de Auditoria da Justiça Militar Estadual abriu um Inquérito Policial Militar (IPM). Se o juiz que comanda o inquérito concluir que houve crime doloso (intencional), poderá encaminhar o caso à Justiça Comum.
Na versão apresentada pelo soldado no IPM, Camargo Neto sustenta que atirou no taxista, porque no momento da abordagem ele correu e, quando foi ordenado para que parasse, levou a mão ao bolso. O PM alega que interpretou esse gesto como sendo uma tentativa de puxar uma arma. A versão de que o taxista correu é sustentada pelo soldado Claudionor Aparecido de Moraes, que dirigia o carro no momento da abordagem.
Segundo o major Silva, os policiais estavam no bairro tentando prender um homem que havia assaltado um mototaxista. O taxista foi considerado suspeito pelos policiais. A própria PM confirma que Chaves não estava armado.
O major disse que o soldado trabalha na corporação há 17 anos, nunca respondeu a nenhum inquérito e tem comportamento exemplar. (Valmir Denardin)





