A Polícia Militar (PM) apreendeu ontem 8,2 quilos de maconha. A droga estava em poder de Carlos Henrique Soares Pereira, 19 anos, preso em flagrante quando tentava retirar o material na garagem da empresa do ônibus. Essa é a terceira apreensão consecutiva de drogas nesta semana em Londrina envolvendo passageiros de ônibus.
Segundo informações da PM, Pereira veio de Guaíra e seguiria viagem até o Rio de Janeiro ele é natural de Petrópolis. A polícia suspeita que rapaz deixou a droga dentro do ônibus depois de se deparar com uma operação de busca realizada em outro veículo no momento do desembarque. Por volta das 7 horas, o suspeito se dirigiu até a garagem da empresa de ônibus alegando ter deixado a bagagem dentro do ônibus. Os funcionários desconfiaram e acionaram a polícia.
Nos últimos dias, a PM apreendeu cerca de 80 quilos de maconha e 3,5 quilos de pasta base de cocaína. Toda a droga estava em poder de passageiros e a maioria foi apreendida dentro do Terminal Rodoviário de Londrina (TRL). Segundo a Polícia Rodoviária, pelo menos 50% do total de apreensões deste ano, até agora 955 quilos de maconha, também teve origem em ônibus de passageiros.
Apesar de a polícia não confirmar, a cidade parece ter se tornado ponto de interseção dos narcotraficantes que adquirem a droga na fronteira e fazem uma baldeação na cidade antes de dirigir ao destino, geralmente São Paulo ou Rio de Janeiro. A baldeação seria uma forma de fugir da fiscalização no ponto de origem já que os ônibus diretos de Guaíra e Foz do Iguaçu são mais visados pela polícia rodoviária e militar.
O aumento das apreensões está relacionado com o enrudescimento da fiscalização. A operação anti-drogas, iniciada pela PM no passado visando principalmente o aumento do tráfego de passageiros devido as férias tornou-se procedimento de rotina no TRL. ''Como tem surtido efeito, vamos manter as operações de forma sistemática'', afirma o subcomandante do 5º Batalhão da PM, Altivir Cieslak.
O subcomandante, entretanto, evitou classificar a cidade como entreponto do tráfico. ''Existe uma origem, Guaíra e Foz, e um destino que são os grandes centros e nesse intervalo existem diversas cidades, como Londrina, Maringá e Curitiba'', afirmou. O comandante da Polícia Rodoviária, capitão Sérgio Dalbem, tem argumentação semelhante e nega que o tráfico tenha mudado de tática. ''Na verdade, os traficantes usam tudo o que podem, carros, caminhões e ônibus. No caso dos caminhões, é mais difícil detectar a droga; o que precisamos achar é uma forma de fiscalização mais eficiente'', afirma.

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