PM faz plantão com polícia civil
O secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, inaugurou ontem o projeto piloto do serviço de plantão integrado das polícias civil e militar, no primeiro distrito policial de Curitiba, na região central da cidade. Segundo Oliveira, a intenção é integrar o trabalho das duas polícias para garantir a agilidade nas investigações e na conclusão dos inquéritos. Os presos serão encaminhados ao Centro Integrado de Triagem, onde serão feitos todos os procedimentos legais para o levantamento das informações no momento da ocorência. O sargento e soldado que estarão de plantão irão encaminhar o detento para o delegado responsável, que fará a autuação e a prisão em flagrante.
De acordo com Oliveira, o projeto deverá dar maior agilidade no trabalho da polícia militar, que não precisará ficar nas delegacias acompanhando a autuação. Os investigadores da polícia civil também terão tempo para fazer o trabalho de investigação. Teremos liberação da mão-de-obra da polícia civil, que poderá se preocupar com a resolução de casos e terá mais tempo para trabalhar melhor, disse o secretário.
Para Oliveira, este é o primeiro passo para a integração metodológica e física das duas polícias, o que não significa a unificação. Não queremos a unificação das políciais, queremos o trabalho integrado para maior eficiência, afirmou. O próximo passo, segundo o secretário, será a integração dos canais de comunicação das duas polícias através do 190. Estamos estudando a possibilidade de atender todas as ocorrências num mesmo número e esperamos concluir o estudo o mais rápido o possível, salientou.
Para o delegado-geral da Polícia Civil, Newton Rocha, com a integração das políciais, quem ganha é a comunidade e a justiça. Acho que todos os inquéritos poderão ser melhor elaborados e a justiça terá mais argumentos para a condenação ou não de um réu, alegou Rocha. Já o comandante da Polícia Militar, Luís Fernando de Lara, disse que os policiais militares poderão voltar às ruas para fazer o trabalho de prevenção. Apenas os policiais de plantão é que irão se preocupar com os procedimentos legais. Acho que agora as policias civil e militar irão esquecer as diferenças para atuarem unidas, garantiu o coronel.
O projeto piloto deverá ser estudado por 90 dias. Dependendo dos resultados, ele deverá ser levado também para os 12 demais distritos da cidade e para as delegacias do interior do Estado.Kraw PenasDesde ontem, policiais militares trabalham no primeiro distritoLuciana Pombo





