Toda sexta-feira de manhã, representantes de entidades e organizações não-governamentais se reúnem com a Polícia Militar (PM) para discutir questões ligadas à segurança pública em Londrina. Apelidado ''Café com o Comandante'', o evento foi uma das medidas implementadas pelo major Marcos de Castro Palma para aumentar a participação da comunidade no combate à violência.
''O povo é quem melhor pode nos informar o que está acontecendo, porque acontece dentro do seu quintal, da sua casa, do seu bairro. Essa é mais uma via de comunicação com a comunidade, além das denúncias anônimas feitas pelo telefone 181, o projeto Povo, o Proerd'', menciona o comandante. Segundo ele, o encontro tem feito tanto sucesso que já não cabe no salão do 5º BPM. Entre 40 e 50 pessoas tem comparecido ao evento, que pode ser transferido para o auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) em breve.
Além de comandantes de batalhões regionais do município e conselheiros de segurança, também participam da reunião representantes do comércio e serviços, como farmácias e táxi. ''Eles vêm trazer as vulnerabilidades segundo a sua ótica, e aí podemos fazer um planejamento específico para a segurança daquele tipo de profissional. Essa reunião é um balão de ensaio'', define Palma, acrescentando que o canal de diálogo com a comunidade continua aberto mesmo fora das reuniões.
O comandante ressalta que a comunidade tem que se ver como co-responsável pela própria segurança, não apenas fornecendo informações. ''É interessante para o pai, a mãe, saber onde está indo seu filho. É preciso resgatar esse temor reverencial que a criança e o adolescente tem que nutrir pelos seus pais e também na escola. Isso é importante para que o trabalho da polícia seja coadjuvante, e não substituto de amor exigente e de educação'', declara. (V.N.)

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