Pela manhã houve cerimônia lembrando a data no quartel mas foi no Calçadão de Londrina, à tarde, que o 5º Batalhão da Polícia Militar comemorou o aniversário de 151 anos de criação da corporação. O local foi estrategicamente escolhido porque o objetivo da PM é aproximar-se cada vez mais da população e enterrar os resquícios de distanciamento que ainda existem. E a repercussão, aparentemente, foi positiva. As pessoas fizeram perguntas, aplaudiram, tiraram fotos e se surpreenderam com as armas, equipamentos e técnicas de rapel demonstradas pelo Pelotão de Choque.
A PM foi criada em 10 de agosto de 1854 e contava apenas com 67 homens. Atualmente, apenas na base de Londrina existem cerca de mil policiais militares. Nestes mais de um século e meio de história, combateu na Guerra do Paraguai em 1865, auxiliou na Revolução Federalista em 1863 e na Guerra do Contestado em 1913. Em sua página na Internet, o governo analisa que instituição cresceu junto com o Paraná e evoluiu com a sociedade. ''Hoje, está voltada aos anseios da comunidade, integrando-se a ela através do policiamento comunitário, garantindo a paz e a proteção de vidas e bens de toda a comunidade, atuando ostensiva e preventivamente nas cidades, matas e estradas''.
Representando o comando do 5º BPM, o tenente Ricardo Eguedis reforçou que a opção pela demonstração no Calçadão se deu justamente porque é o local de maior circulação de pessoas em Londrina. ''É mais uma medida de aproximação com a comunidade'', apontou o oficial, lembrando que essa estratégia já foi colocada em prática com o Policiamento Ostensivo Volante (Povo) e com a Patrulha Escolar Comunitária. A data também serviu para que as pessoas conhecessem as demais unidades que compõem a PM: Corpo de Bombeiros, Polícia Florestal e Polícia Rodoviária. ''Hoje trabalhamos não só com ações de polícia propriamente mas defendendo a integridade física, a tranquilidade e o bem-estar das pessoas'', comentou o tenente.
Esse discurso da PM parece agradar a população. Morador dos Cinco Conjuntos (Zona Norte), o promotor de vendas Irisvaldo de Souza, 36 anos, disse que a ''Operação Londrina Segura'' encerrada na semana passada diminuiu a criminalidade na região. ''O problema foi que não deviam ter avisado que iam embora'', criticou. A vendedora Ana Larissa Aguiar, 17 anos, considerou que os PMs fazem um bom trabalho, porque ''têm a cidade inteira para atender e não recebem os investimentos que precisam''.
Já a dona-de-casa Selma Barreiros, 40 anos, recordou com saudades da infância vivida na Vila Nova (área central). ''Quando era menina, a gente ficava brincando e conversando na rua até de noite. Hoje, escureceu tem que trancar tudo'' por causa dos ladrões, que já assaltaram sua casa duas vezes nos últimos meses. Por outro lado, gostou de saber que a PM quer se aproximar mais das comunidades que atende: ''esse é o caminho certo porque muita gente não confia mais na Polícia; acho que podemos e devemos ser amigos''.

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