PM fará abordagens no Terminal e em escolas
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terça-feira, 20 de março de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O Terminal Urbano Central de Transporte Coletivo de Londrina será palco de abordagens policiais intensivas, em dias determinados, que contarão com reforço ao efetivo já presente no local. Foi uma das medidas de curto prazo definidas ontem à tarde em reunião entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e a Polícia Militar (PM).
Representantes do projeto municipal Sinal Verde, que trabalha com adolescentes em situação de risco, irão acompanhar as operações e mapear a família e a escola de cada jovem flagrado em situação irregular. ''Os pais que pensam que seus filhos estão indo direto para casa após os estudos serão comunicados do problema, assim como os diretores de escolas'', avisou o diretor de transportes da CMTU, Wilson de Jesus.
Segundo ele, o projeto Patrulha Escolar, da PM, será incumbido de executar revistas e palestras em cada colégio identificado como ponto de origem desses adolescentes. O objetivo é conscientizá-los e evitar a entrada no Terminal de armas e ''encrencas'' iniciadas no ambiente escolar.
É o que vinha cobrando o taxista Antônio Pereira da Silva, que se viu obrigado a transferir a filha de 13 anos do colégio onde estudava para que ela não precisasse mais passar pelo Terminal. ''Tinha um grupo de quatro meninas que arrumavam briga no colégio (localizado na Área Central) e iam cercar as 'inimigas' no Terminal. Lá, elas se juntavam a mais uns oito moleques, que também batiam carteiras e cometiam outros crimes'', contou.
Morador da Zona Norte, Silva preferiu que a filha voltasse para o colégio onde estudava até o ano passado, perto de casa, ''antes que fosse seriamente agredida''. ''Ela chegou a ser empurrada no Terminal e jogaram um estojo na cara dela, dentro do ônibus. Se o pai reclama, periga apanhar também. A coisa está feia'', desabafou.
Jesus informou que, fora dos dias de operações especiais, o Terminal continuará contando com dois PMs. Os representantes do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) que participaram da reunião também disseram não ser possível, por enquanto, ampliar o horário de trabalho dos policiais no local, que se encerra à meia-noite.
''Para compensar isso, vamos centralizar o posto da polícia em um local visível, com emblema forte. Também vamos instalar placas pelo Terminal com o telefone do Disk-Denúncia e distribuir material informativo aos usuários'', elencou. A instalação de 19 câmeras de segurança é outra decisão já tomada, mas o diretor disse que ainda busca a viabilização financeira do projeto. ''Estamos buscando apoio das empresas de transporte. O custo aproximado é de R$ 50 mil e até então a CMTU não dispunha dessa verba'', ponderou.
Enquanto as medidas não são colocadas em prática, os crimes continuam acontecendo. Na madrugada de ontem, segundo Jesus, um grupo arrancou o interfone do elevador do Terminal e fez uma fogueira dentro de uma sala da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL).


