O chefe do Comando do Policiamento do Interior da Polícia Militar (PM), coronel Nemésio Xavier, fez um balanço positivo do primeiro mês da Operação Londrina Segura e revelou que o trabalho deverá estender-se por tempo indeterminado. Para ele, houve boa aceitação da comunidade.
  Os tipos de ocorrência que mais chamaram a atenção de Xavier foram apreensão de menores de idade e recuperação de veículos. Com os dados nas mãos, o coronel deve reunir-se hoje com o major Marcos de Castro Palma, comandante do 5 º Batalhão, e com os responsáveis pelo setor de planejamento para definir novas ações. ‘‘Também estamos atingindo as cidades próximas para evitar a migração da criminalidade’’, ressaltou Xavier.
  A operação trouxe 300 policiais para Londrina. A dispensa, de acordo com o coronel, será feita ‘‘naturalmente.’’ Foram divulgados números parciais: 367 prisões, 114 menores detidos, 104 veículos recuperados, 30 traficantes presos, 48 armas apreendidas e 30 traficantes presos, entre outros.
  Xavier anunciou a implantação de mais três equipes do projeto Policiamento Ostensivo Volante (Povo). As regiões atendidas serão a Área Central, Parque das Indústrias (Zona Sul) e Cinco Conjuntos (Zona Norte). As equipes são formadas por pelo menos cinco policiais cada, um carro e três motos.
  Outra novidade é a abertura de edital, na primeira semana de agosto, para concurso para contratação de mil novos policiais militares. A seleção deverá ser feita no final do mesmo mês. Em dois meses, os freqüentadores da escola já estão aptos para ir para as ruas e a formatura ocorre em seis meses. ‘‘Uma parte dos novos policiais será destinada para o 5 º Batalhão’’, garantiu Xavier.

Abordagens - Ontem à tarde 12 policiais, a pé e de motocicletas, fizeram abordagens no Calçadão e ruas da Área Central, dividindo as opiniões de quem passava por estes locais. Logo no início da ação, uma pessoa chegou a ser detida por recusar-se a ser revistada. Segundo o tenente Reinaldo Anderson Machado, do 6º Batalhão da PM de Cascavel e que participa da ‘Londrina Segura’, a ação está sendo realizada desde o início da semana.
  ‘‘Queremos saber quem são as pessoas que estão aqui hoje, porque se acontecer algum crime, já teremos suspeitos.’’ Segundo Machado, os policiais observam as atitudes das pessoas para decidir se ela deve ser abordada.  Uma viatura do Choque com três policiais permaneceu durante parte da tarde na esquina do Calçadão com a Avenida Rio de Janeiro. Alguns elogiaram a presença dos policiais. ‘‘Esta é a melhor coisa que eles podem fazer. Tem que pegar os bandidos de surpresa. Nos últimos dias, eu estou vendo um policiamento que eu nunca vi antes aqui no Calçadão’’, disse o contador Romério Sebastião.
  Já o radialista Joel Vila Belotti é contra as abordagens. ‘‘Eles não têm bola de cristal para saber quem é suspeito. Isto causa constrangimento a quem é abordado. Sou a favor da presença da polícia para coibir os crimes.’’ (Colaborou Silvana Leão)

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