Um dia após o homicídio, amigos e familiares do adolescente fizeram uma homenagem em frente ao colégio
Um dia após o homicídio, amigos e familiares do adolescente fizeram uma homenagem em frente ao colégio | Foto: Reprodução/Facebook


O policial militar Bruno Carnelos Zangirolami, acusado de atirar em junho deste ano contra um adolescente de 17 anos durante uma abordagem em frente ao Colégio Estadual Maria José Balzanelo Aguilera, no Conjunto Cafezal, zona sul de Londrina, deveria prestar esclarecimentos à juíza da 1ª Vara Criminal, Elisabeth Kather, na última quarta-feira (22), mas o interrogatório foi transferido para 5 de fevereiro do ano que vem. Após o disparo, a vítima morreu.

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PM é indiciado por homicídio O adolescente estava acompanhado de dois colegas, um garoto de 17 e um rapaz de 19 anos,que já foram ouvidos. O acusado foi denunciado por homicídio de dolo eventual pelo Ministério Público. Para o promotor Ricardo Domingues, "ao disparar, o policial assumiu o risco de produzir o resultado morte". Nesta quarta, quatro testemunhas arroladas pela defesa do PM, um tenente da 4ª Companhia Independente, dois funcionários da escola e um rapaz que passou de moto antes do tiro ser efetuado. Segundo a Polícia Civil, o policial, que morava em uma dependências nos fundos do colégio, abordou os três jovens que estavam encostados no muro. O laudo do Instituto de Criminalística apontou que a arma usada por Zangirolami, uma pistola Taurus, não apresentou falhas, o que desconfigura a tese de disparo acidental, conforme alegado pelo PM em um depoimento inicial no plantão do 4º Distrito, horas após o crime. O agente apresentou-se espontaneamente, ficou preso por pouco tempo e logo em seguida foi liberado. Hoje, ele responde o processo em liberdade e trabalha na parte administrativa da 4º Companhia. Ainda segundo a perícia, o projétil ricocheteou no chão antes de atingir o adolescente. Para o advogado Eduardo Mileo, que defende Zangirolami, disse que "até agora, a instrução processual demonstrou que o acusado agiu bem. Infelizmente houve o ricocheteio, que não era previsível". Antes do interrogatório do PM, a defesa solicitou os depoimentos de dois policiais de Curitiba considerados como técnicos no estudo da balística. As informações serão colhidas por meio de cartas precatórias. "O caso é complexo. Quanto mais esclarecimentos, melhor será para o processo", apontou Mileo. Na opinião do advogado Mancini Júnior, responsável pela defesa da família do adolescente morto, "os depoentes não trouxeram nenhuma novidade aos fatos e sequer presenciaram o crime". Ele adiantou que não deve convocar mais nenhuma testemunha de acusação.
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