O soldado da Polícia Militar João dos Reis foi preso, na madrugada de ontem, depois de ser flagrado vendendo crack, na região central de Londrina. Ele foi detido em flagrante por policiais da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) que o vinham acompanhando há cerca de um mês, depois de denúncias de que estaria comercializando substâncias entorpecentes em seu período de folga. João dos Reis está preso na carceragem do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), onde permanecerá à disposição da Justiça.
O delegado da PIC, Alan Flore, explicou que uma operação foi arquitetada na expectativa de flagrar o soldado vendendo a droga. Toda a ação foi filmada para ser utilizada como prova do delito. Os policiais acompanharam João dos Reis vendendo a droga para uma mulher em uma rua do centro da cidade. Ela foi abordada e confirmou que adquiriu a pedra de crack com o policial. Foi feito um termo circunstanciado (Tecip) contra a mulher por consumo de droga.
Em seguida, os policiais foram até a central de mototaxi, onde João dos Reis trabalhava nas horas de folga e o prenderam com três papelotes de crack que estavam em sua jaqueta. Em uma busca no local, os policiais encontraram outros quatro papelotes, todos embalados para comercialização, e uma porção de maconha dentro da pia. Na casa do suspeito, foram encontrados outros dois tabletes pequenos de maconha. Segundo Flore, o soldado disse que as pedras eram para consumo, mas que estaria vendendo uma parte para manter seu vício.
João dos Reis foi autuado por tráfico de drogas. O comandante do 5º BPM, tenente-coronel Manoel da Cruz Neto, explicou que o soldado trabalha há 13 anos na PM e que nunca tinha causado problemas. Ele acrescentou que será aberto um procedimento administrativo interno para avaliar sua permanência na corporação. O soldado também responderá pelo crime na Justiça Comum, podendo ser condenado de 3 a 15 anos de prisão.
O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, que esteve ontem em Londrina, criticou duramente a participação de policiais em esquemas criminosos. ''Não há esperança para policial corrupto dentro do Paraná'', disse. (Colaborou Adriana Savick)

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