PM e IAP apreendem aves silvestres
Edna Mendes
De Cornélio Procópio
A Polícia Militar de Cornélio Procópio e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) realizaram, ontem, a maior apreensão de pássaros da região. Somente num cativeiro, na localidade de Catupiri, em Congonhas, foram apreendidas cerca de 80 aves, de nove espécies, em condições precárias de sobrevivência. Dois homens foram presos. A PM descobriu o cativeiro depois de denúncia anônima.
De acordo com o tenente Clodoaldo José de Mello, responsável pela operação, uma pessoa denunciou que o autônomo Valdecir Pereira Ribeiro estaria comercializando duas gralhas no bairro Mutirão 2. A PM prendeu Ribeiro em flagrante e ele delatou o dono do cativeiro, o comerciante Vicente Luiz Duarte, para onde as gralhas seriam levadas. Ribeiro e Duarte foram autuados por maus-tratos a animais silvestres e por manter as aves em cativeiro.
O comerciante, do ramo de panificação, negou que criava os pássaros para comercializá-los. Eu não vivo disso. Só crio porque gosto e nunca imaginei que as condições deles no meu sítio não eram boas. O IAP e polícia acreditam que Duarte vendia as aves, já que ele mantém uma grande estrutura no cativeiro. Duarte alega que gastava apenas R$ 100,00 na manutenção das aves que ele cria há dois anos.
Duarte disse ainda à Folha que conhece outros cativeiros em Cornélio Procópio do mesmo porte que o dele. Tem muita gente que eu conheço que cria aves dessa forma e nessa quantidade, afirmou. A pena para crime de maus tratos a animais é de seis meses a um ano de detenção. Uma mulher, identificada apenas como missionária também foi delatada pelos dois acusados. Ela deve ser investigada como traficante de animais silvestres. Segundo Ribeiro e Duarte, ela traz, com frequência, aves silvestres da aldeia indígena São Jerônimo da Serra. Segundo a chefe do IAP, Fátima Roque, os pássaros recolhidos serão submetidos a análises de um biólogo e um veterinário.





