Curitiba A Polícia Militar (PM) e o Hospital Cajuru têm versões diferentes para a troca de cadáveres de duas mulheres ocorrida na madrugada de domingo. Segundo a PM, a família de Iraci Medeiros, 66 anos e não Maria Dolores como a Folha divulgou ontem reconheceu de imediato a troca, sem levantar dúvidas, como alegou o Cajuru no final de semana. ''Os familiares de Iraci Medeiros também perceberam que o corpo não era de sua ente e devem tê-lo levado ao hospital'', disse o comandante do Regimento de Polícia Montada, Mauro Pirolo.
A direção do hospital, entretanto, manteve ontem sua versão, eximindo-se de qualquer responsabilidade. O hospital insiste que a família de Iraci manifestou certeza de que estava com o corpo certo.
A família de Maria das Dores Lima confirma a versão do Cajuru. ''Quando chegamos até a igreja onde deveria estar sendo velado o corpo de Iraci, os familiares diziam ter certeza de que o corpo era dela'', conta Edileuza Martins de Melo Parizzi, a nora de Maria das Dores. A família, no entanto, acha que houve culpa do hospital pela troca. ''Ainda não pensamos em registrar queixa contra o hospital nem contra a funerária responsável.''
Os familiares de Maria das Dores perceberam na hora que o corpo estava trocado e reclamaram para o hospital. O velório de Maria das Dores ocorreu no último domingo, por volta das 18 horas, depois de 10 horas de negociação. De acordo com o hospital, o funeral foi gratuito para ambas as famílias, que são carentes. A Folha tentou contato com os familiares de Iraci, mas não obteve retorno.

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