Imagem ilustrativa da imagem PM e fiscais fecham açougue que funcionava mesmo interditado
| Foto: Micaela Orikasa/Grupo FOLHA

Fiscais da secretaria municipal de Fazenda, Vigilância Sanitária e Polícia Militar reinterditaram nesta terça-feira (22) de manhã um açougue na rua Elis Regina, no conjunto Vivi Xavier, na zona norte de Londrina.

Segundo informações dos fiscais, o estabelecimento atuava tanto no comércio varejista como açougue quanto atacadista, com o armazenamento e manipulação de carne suína nos fundos da loja. Além disso, o local contava com preparo de refeições, que poderiam ser consumidas no lugar ou levadas. O proprietário já havia sido notificado pelos fiscais da Fazenda e Vigilância para regularizar a atividade varejista há cerca de 15 dias e, na oportunidade, por ausência de autorização - licença sanitária e alvará de funcionamento - o mesmo havia sido interditado.

Nesta terça, as equipes voltaram ao local após novas denúncias e constataram a continuidade dos serviços. "O local funcionava como atacado, recebendo de algum frigorífico autorizado, pois a carne tem procedência. Porém, o proprietário não tem alvará de funcionamento para fazer a manipulação dessa carne e nem condições sanitárias para tal prática", afirma Carlos Roberto Leandro, da diretoria de Fiscalização de Atividades Econômicas da secretaria de Fazenda.

A vigilância sanitária alegou que o estabelecimento, não possui condições higiênicas e sanitárias para a manipulação dos produtos de origem animal ou mesmo para o preparo das refeições.

Imagem ilustrativa da imagem PM e fiscais fecham açougue que funcionava mesmo interditado
| Foto: Micaela Orikasa/Grupo FOLHA

"Reinterditamos o local e aplicamos o auto de infração administrativa. Em quase 100% dos casos desses autos se convertem em uma pena pecuniária, que é arbitrada de acordo com o tamanho do estabelecimento. Vamos voltar a fiscalizar esse local para se confirmar que a infração não esteja acontecendo", ressaltou. O valor da multa será calculado a base de R$ 2,80 o metro quadrado do espaço, o que será arbitrado após análise de eventual defesa administrativa ou em sua ausência num período de 15 dias, a contar a partir de quarta-feira (22).

O proprietário do estabelecimento foi encaminhado para a 4ª Companhia Independente da Polícia Militar para assinar um termo circunstanciado relativo ao crime de desobediência. Na fachada do comércio não há placas de identificação, mas os fiscais apontam que o local teria aberto as portas há um mês.

Atualizada às 16h53

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