PM e Civil se unem em ação contra crime
Uma semana depois da morte do cobrador de ônibus, polícias decidem realizar blitze conjuntas e reativar 23 módulos
Ontem, Comando Geral
da PM entregou 70
viaturas para uso na
vigilância da cidade
Israel Reinstein
Marcelo AlmeidaCombateEm reunião ontem, cúpulas das polícias Civil e Militar estabeleceram linha de combate à criminalidadeApenas uma semana depois da morte do cobrador Bernardino Alves de Melo, a Polícia Militar e a Polícia Civil estabeleceram uma ação em conjunto para coibir a criminalidade. Entre hoje e domingo, os policiais devem realizar blitze em pontos críticos da Região Metropolitana de Curitiba, prendendo assaltantes, traficantes e foragidos da lei. Segundo o comandante geral da Polícia Militar, coronel Luiz Fernando de Lara, as operações vão ser surpresa. Hoje, cobradores e motoristas realizam uma missa de Sétimo Dia em homenagem a Bernardino.
Sem estabelecer os procedimentos das operações, o coronel Lara afirmou que essa ação vinha sendo planejada pelas polícias há alguns dias. ‘‘Faltava apenas acertar alguns itens, para execução dessa operação’’, disse. Segundo Lara, os pontos de discussão foram em torno de como as duas entidades deveriam atuar. Na última semana, cerca de quatro reuniões foram realizadas entre os dois comandos.
‘‘A operação vai ser preventiva e ostensiva, como executamos nos pontos de ônibus’’, disse. Desde a morte do cobrador, os índices de assaltos a ônibus apresentados pela Polícia Civil caíram de 13 para dois diários. Antes da manifestação dos motoristas e cobradores, foram registrados 1.560 assaltos, até ontem eram 1.571.
Além dessa ação em conjunto, a Polícia Militar anunciou que vai colocar em funcionamento 23 módulos policiais. Ontem, o coronel Lara disse que a PM ainda não implantou o sistema de módulos porque depende da prefeitura de Curitiba - que vai construir as instalações. A assessoria de imprensa da prefeitura foi procurada, mas não se pronunciou sobre o assunto.
Lara explicou que os módulos ou totens, como são chamados pelos policiais, vão estar distribuídos pela cidade em pontos críticos. No entanto, ele admitiu que não foram estabelecidos quais seriam estes locais. Entre as possíveis regiões que deverão recebr novos módulos estão praças, como Rui Barbosa e Osório, e núcleos próximos de escolas. O comandante disse que perto dos módulos um grupo de policiais, com viaturas, deverá fazer rondas em focos de alta periculosidade. ‘‘Em Curitiba, existem 93 pontos críticos, em que acontecem assaltos e outros tipos de delito’’, disse, novamente sem citar quais são estes pontos.
Ontem, o Comando Geral da Polícia Militar entregou 70 viaturas, que serão usadas na vigilância da cidade. Trinta delas vão ser usadas no programa Patrulha Escolar. Elas fazem parte de um lote de 239 veículos que serão usados na Região Metropolitana de Curitiba. Ao todo foram investidos R$ 1,75 milhão na compra dos carros. ‘‘Na próxima semana, essas viaturas serão equipadas com câmeras de vídeos’’, informou o coronel Reinaldo Machado, comandante do Policiamento da Capital.

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