O cabo Paulo José dos Santos, administrador do Canil da 7 Companhia Independente da PM de Arapongas, conta que no município os cães são preparados para patrulha, busca de drogas e pessoas, apoio aos policiais do Pelotão de Choque e também para apresentações para a comunidade.
''Agora estamos na fase final de treinamento de um cão para atuar no Comando de Operações Especiais, no farejamento de explosivos'', conta. Entre as necessidades para o Estado ainda busca suprir estão os cães para busca e captura e cães que farejam celulares. ''Talvez no próximo ano o Corpo de Bombeiros já tenha um cão para busca de pessoas desaparecidas e em escombros.''
Santos lembra que embora sejam utilizados cães de raças específicas, como Pastor Alemão, Pastor Belga Malinois, Rottweiler, Bloudhound e Labrador, é o comportamento do animal e não a raça que determina se ele poderá ser um cão policial ou não. Por esse motivo, além da falta de efetivo humano, ainda são poucos os municípios que dispõem de canis. ''São 16 em todo o Estado, somando os da PM e do Corpo de Bombeiros. Além de Arapongas, temos também Cascavel, Foz do Iguaçu, Curitiba, Londrina, Jacarezinho e Pato Branco, entre outros'', exemplifica.
Os cães podem chegar aos canis filhotes ou já adultos, comprados, doados ou ainda filhos dos cães já em atividade. ''Desde que chegam eles vão recebendo instruções. O tempo de treinamento e o tipo de trabalho vai depender da característica de cada animal. Os policiais são treinados e depois treinam o cão e o melhor é que o próprio condutor faça o treinamento'', conta Santos.
De acordo com o policial, tem aumentado o uso dos cães porque fazem um trabalho indispensável e também porque hoje já é mais fácil a formação dos adestradores.
''Os cães que chegam adultos trabalham até os 10 anos de idade e os que chegam filhotes, depois do treinamento, vão trabalhar durante oito anos. Depois de aposentados eles ficam com seu condutor ou são doados, para pessoas que se comprometam a cuidar até o fim da vida do animal'', explica Santos.
Para quem se preocupa com o bem-estar do cão, o policial ressalta que em nenhum momento o animal tem contato com drogas durante o treinamento e é mito a afirmação de que o animal seja viciado. ''Eles sentem o cheiro da droga nos brinquedos no treinamento, mas não têm contato direto. Durante todo o trabalho o que eles estão procurando é o brinquedo, é uma diversão para eles'', garante. (E.G.)

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