O comandante da 4ª Companhia de Polícia Rodoviária de Maringá, capitão Esmeraldo Mansano, disse ontem que pode provar na Justiça que o desempregado Antônio Roberto Matos Barreto, 41 anos, foi entregue à Polícia Civil ‘‘sem nenhum tipo de lesão corporal ou moral’’. ‘‘Temos o Recibo de Entrega de Pessoas (REP) que prova isso. Delegado nenhum recebe um preso lesionado, em lugar nenhum do mundo’’, afirmou o comandante.
O capitão Mansano confirmou que uma equipe do posto de Polícia Rodoviária de Marialva (17 km a leste de Maringá), auxiliada por equipes da P-2 (serviço reservado da PM) e do Grupo Águia da PM, tentou armar um flagrante para o dono da loja Santa Maria Peças, de Umuarama, para quem o ônibus roubado em São Paulo já estaria vendido.
‘‘Ocorreu um vazamento nas informações, e isto nós também estamos investigando. Quando chegamos à loja, o dono, o José Carlos Semensato, já tinha fugido para o Mato Grosso’’, afirmou Mansano.
O tenente Carlos Henrique Cardozo, oficial de comunicação do 4º Batalhão de Polícia Militar de Maringá, disse ontem que nenhum policial do 4º BPM participou da prisão de Barreto. Ele insinuou que policiais da região Noroeste poderiam ser os responsáveis.
Os comandos das corporações da PM em Cianorte e Umuarama também negaram qualquer participação no caso.

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