PM diz que é difícil fiscalizar empresas ilegais
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de janeiro de 1998
Londrina 
O delegado de Trânsito em Londrina, Walter Lemos, informou ainda ontem que iria abrir inquérito para apurar as responsabilidades no acidente que vitimou o mototaxista Djamiro Stante. Se for confirmada a imprudência do motociclista, não será possível atribuir culpabilidade, já que Stante não sobreviveu à colisão. Lemos descarta, no entanto, atribuir culpa à empresa de mototáxi.
Embora considere que a Solução tinha permissão judicial para trabalhar, o capitão Manoel da Cruz Neto, da Companhia de Trânsito, afirmou que a fiscalização contra empresas de mototáxi continua sendo feita na Cidade por cerca de 45 policiais militares. O problema é caracterizar a situação. As outras empresas não utilizam jaleco e o transportado não colabora.
Pela nova lei, o infrator estará sujeito a multa equivalente a 1.600 Ufirs (R$ 1.537,00). Em caso de reincidência, a multa será de 3.200 Ufirs (R$ 3.074,00).
A lei prevê que a fiscalização contra a atuação dos mototáxis ficaria também sob responsabilidade da Comurb. O presidente da companhia, Kakunen Kyosen, já afirmou que irá buscar parcerias com órgãos estaduais para fiscalizar o tráfego na Cidade. Kyosen não foi encontrado ontem para dar entrevista.


