O coronel Robenson Máximo Fim, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar de Maringá, disse que ‘‘o desemprego e o agravamento da crise sócio-econômica são responsáveis pelo aumento do número de roubos e assaltos praticados por ‘cavalos-loucos’ no centro da cidade’’. Cavalo-louco é como estão sendo chamados os assaltos realizados por motociclistas, que roubam suas vítimas nas ruas do centro.
Segundo levantamento da Polícia Civil, neste ano foram registradas 180 queixas de roubos realizados por bicicletistas e motociclistas nas ruas do centro de Maringá.
Na terça-feira da semana passada, uma pessoa foi roubada em R$ 4 mil depois de sacar o dinheiro em agência do centro. Sexta-feira, os cavalos-loucos voltaram a atacar, desta vez na Rua Mauá: João Pacheco Prates ficou sem os R$ 6 mil que havia acabado de sacar do Banestado. Nos dois roubos, os ladrões estavam armados de revólveres. Também na sexta, o posto avançado do Unibanco, localizado na Rua Néo Alves Martins, centro, foi assaltado em R$ 15 mil.
O coronel Máximo Fim garantiu que o índice de criminalidade não aumentou e nem diminuiu em Maringá: ‘‘Antes tínhamos cinco viaturas para atender o policiamento de rua e agora temos 11. Estamos podendo atender a mais chamados. Os números de assaltos, roubos e arrombamentos continuam os mesmos. Só o número de cavalos-loucos é que pode aumentar devido ao desemprego’’.
Máximo Fim informou que por ordem do Comando do Policiamento do Interior da PM os quartéis estão enxugando ao máximo o serviço dentro dos quartéis, para poder colocar o maior número possível de homens na rua.
O 4º BPM tem 400 homens, que trabalham divididos em quatro turnos. Setenta por cento deles trabalham nas ruas. Em Maringá existe um PM para cada 2.800 habitantes. A cidade tem 280 mil habitantes. ‘‘O ideal seria ter um PM para cada 500 habitantes’’, concluiu o coronel.

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