A Polícia Militar divulgou números do primeiro dia (entre o final da tarde de segunda-feira e a madrugada de terça) no reforço do policiamento depois que 11 pessoas foram assassinadas em Londrina e região. De acordo com o 2º Comando Regional da PM (2º CRPM), desde o início da operação foram abordadas 338 pessoas, das quais oito foram presas.
Dos seis mandados de prisão a serem executados, três foram cumpridos. Três foragidos da Casa de Custódia de Londrina foram recapturados e duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas. O comandante da 2ª CRPM, Marcos Antonio Wosny Borba, destacou que o objetivo primário das ações não é registrar um volume grande de prisões ou apreensões, mas dar uma resposta qualificada, procurando alvos que possam ter ligação com outros fatos.
Ainda há muito receio por parte da população em sair às ruas e vários estabelecimentos noturnos permaneceram mais vazios do que a média de uma noite considerada normal na segunda-feira. Os 80 policiais militares nas ruas circularam por diversos bairros.
"Eu saí à noite para buscar o meu filho na autoescola e uma viatura parou para me abordar. O pessoal me reconheceu e me liberou, mas individualmente tenho visto um processo diferenciado nessas fiscalizações. A cada 5 km você se depara com três viaturas. Ao longo do ano, vamos trabalhar e manter esse padrão, mas vai ser um desafio grande", afirmou Wosny.
Na tarde de ontem, o tenente-coronel Hudson Teixeira, comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que coordena a força-tarefa, esteve em reunião no 2º CRPM de Londrina para fazer a avaliação dos números do primeiro dia de operações e realizar o planejamento para a sequência.
Sobre a apuração da autoria dos ataques, Wosny ressaltou que a Polícia Militar está trabalhando em todas as vertentes. "Há uma somatória de informações e estamos fechando as variáveis. Hoje (ontem) à tarde realizamos uma reunião com o grupo de investigação da Polícia Civil. As estruturas locais da Polícia Militar continuam trabalhando com reforços das próprias unidades, cancelando a dispensa, e não entramos em ritmo de férias. Este último ano foi bastante difícil e muita gente que tira férias por motivo de saúde está sacrificando isso. Temos policiais que são voluntários e que vão reforçar as equipes", afirmou Wosny. Ele orientou as pessoas que tiverem informações sobre os crimes para que telefonem para os números 181 e 190 para colaborar nesse processo.
Wosny destacou que nas quatro horas da chacina foi registrado o equivalente a 20% dos homicídios contabilizados em todo o ano passado (55 mortes). "Foram esses números que chamaram a nossa atenção. Não estamos trabalhando apenas com os dados daquela noite. Estamos avaliando os números desde quando o soldado foi baleado (na Avenida Saul Elkind, no início da semana passada). Aconteceram também outras mortes naquela data", expôs.
O comando da PM afirmou que não há ainda indícios de que as mortes estejam ligadas à ação de facções criminosas contra policiais do Paraná, e os motivos dos homicídios ainda são desconhecidos. A participação de policiais ou ex-policiais também não está descartada.

FERIDOS
Entre os 16 feridos nas ocorrências da noite de sexta-feira para sábado, permanecem em estado grave Walcy Gomes de Souza Junior, que está no Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná (HU) respirando por aparelhos e realizando hemodiálise, e Paulo César de Oliveira, que está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Londrina. Oliveira está consciente, mas seu caso ainda inspira cuidados.
Além dos dois, foram feridos naquela noite Gabriel Alves Bezerra Pinto, Carlos Roberto Alves da Silva, Rogério Maurício Martins, Fabrício Negretti, Carlos Augusto Oliveira de Souza, Roberto Inácio da Silva, Eliton Barbosa de Oliveira, Allan Jhoni da Cruz, Willy Cavalari Paim, Ronaldo Evaristo Dias, Willian Adonai Rodrigues Silva, Paulo Sérgio Louzert, Alejandro Adrian Alves e Iran Felipe Santo. Entre os feridos, três estão no Hospital Evangélico, três no HU, quatro na Santa Casa e os demais estão no Hospital Zona Norte e no Hospital Zona Sul.

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