Policiais Militares do Grupo de Operações Especiais da Polícia Militar (GOE) explodiram na madrugada de ontem uma bomba de fabricação caseira encontrada na portaria do Edifício Las Hadas, no centro de Foz do Iguaçu. No prédio, que fica na esquina das ruas Marechal Floriano Peixoto com Jorge Shimmelpheng, moram o deputado estadual Sâmis da Silva (PMDB), o ex-candidato a prefeito de Foz do Iguaçu, engenheiro Carlos Budel (PMDB) e famílias árabes com lojas em Ciudad del Este, no Paraguai.
Uma verdadeira operação de guerra, envolvendo 30 homens, foi montada para detonar a bomba. Por medida de segurança, os policiais preferiram explodir o material ao invés de desativá-lo. Para isso, eles usaram um cordel detonante. Toda a quadra do edifício foi isolada pela polícia. Viaturas do Corpo de Bombeiros, ambulância e membros do Siate participaram da operação. Na explosão, os policiais usaram sacos de areia para minimizar o poder de impacto.
A polícia descarta a possibilidade de atentado ou perseguição política. No entanto, ainda não tem pistas dos autores e nem os motivos da instalação do explosivo. O laudo definitivo deve sair no final dessa semana. Segundo a Polícia Técnica, o artefato estava pronto para explodir, pesava mais de meio quilo e foi montado com um medidor de energia elétrica acoplado a um sistema de pilhas. A quantidade de explosivo e a capacidade de destruição ainda não foram apurados. Segundo a perícia, a bomba foi fabricada por alguém com noções de eletrônica.

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