Apenas seis meses depois de ser oficialmente instalado em Londrina, o primeiro Grupamento de Polícia Montada do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foi drasticamente reduzido. Dos 10 policiais e 13 cavalos que formavam o grupo de Polícia Montada original, apenas quatro soldados e oito cavalos continuam fazendo as rondas na Zona Oeste da cidade e parte de Cambé. Um quinto soldado – que não fazia parte do grupo original – também trabalha junto ao Grupamento, mas não participa das rondas, ficando de plantão e dando atendimento aos animais não utilizados.
A viabilização do projeto da Polícia Montada, elaborado pelo comandante do 5º BPM, tenente-coronel Robenson Máximo Fim, só foi possível graças a um convênio entre a PM, a Sociedade Rural do Paraná (SRP) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os cavalos foram doados por associados da SRP, que também garantiu a manutenção dos animais em alojamentos no Parque Ney Braga. A universidade dá assistência permanente à saúde dos animais, através do Hospital Veterinário. À PM cabia apenas destacar soldados e fornecer os equipamentos e alimentação necessários.
O problema, porém, começou justamente na questão da comida, explicou o tenente Dioclécio Aires, comandante do grupo. Segundo ele, por falta de licitação para aquisição de alimentos para os animais, a PM não tinha dinheiro para manter todos os cavalos. ‘‘Tivemos que selecionar os melhores e mais aptos para o trabalho e enviar os outros animais para a invernada nas fazendas dos doadores, que se propuseram a recebê-los sem custo algum’’, justificou.
De acordo com o tenente, os animais que ficaram estão sendo mantidos com alimentação doada pela comunidade e SRP. ‘‘A comunidade está nos apoiando de todas as formas porque reconhece a utilidade do grupo’’, afirmou. Segundo ele, até novembro uma nova licitação deve ser aberta e a situação regularizada. ‘‘De qualquer forma, o grupo não vai acabar porque a comunidade quer a polícia montada’’, garantiu.
O tenente-coronel Máximo Fim justificou também que a redução no número de soldados do grupo se deve às férias e licenças especiais – de seis meses – vencidas. ‘‘Não é uma área que dê para ser substituída com rapidez. É preciso escolher homens com aptidão e habilidade com animais’’, disse. Segundo ele, existem planos até para ampliação do grupo de Polícia Montada. ‘‘Estamos analisando a possibilidade’’, afirmou.

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