PM de Curitiba concentra patrulhamento até 23 horas
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sábado, 23 de novembro de 2002
Rosana Félix<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Militar (PM) modificou as escalas do patrulhamento em Curitiba, com o objetivo de concentrar forças nos horários em que há maior número de ocorrências. Desde ontem, metade dos 1,8 mil homens responsáveis pelo atendimento policial vai atuar das 17 às 23 horas, período em que acontecem 47% das ocorrências. O restante do pessoal vai ser dividido nos dois turnos que já existem atualmente: 25% trabalharão das 7 às 19 horas, e os outros 25% das 19 às 7 horas.
De acordo com o comandante do Policiamento da Capital, coronel Itamar dos Santos, a meta da corporação é melhorar e dar mais agilidade aos atendimentos. ''Vai haver mais policiais e portanto maior número de viaturas. Por isso, a tendência é que o policial chegue mais rápido ao local de ocorrência'', afirmou. Com a nova escala, o horário de pico vai receber um incremento de 200 policiais, fora os 600 que atuam na escala normal.
A mudança vale apenas para Curitiba. Segundo Santos, as cidades da região metropolitana, assim como as do interior, tem um perfil diferente e ''não necessitam desse tipo de operação''. A PM atende cerca de 900 ocorrências por dia em Curitiba. Segundo Santos, esse número está dentro de médias de policiamento internacional.
Durante os finais de semana, quando há concentração de ocorrências na madrugada, o policiamento será complementado por policiais do Batalhão de Choque ou das unidades da Ronda Ostensiva de Natureza Especial (Rone). ''Isso vai depender da demanda, vamos ver se é necessário'', ponderou. Em média, a PM faz 28% do atendimento total entre a meia-noite e as 7 horas. Das 7 às 17 horas, são feitos 25% dos atendimentos.
Atualmente, um policial militar de Curitiba trabalha cerca de 50 horas semanais, contabilizando as horas extras (convocação para partidas de futebol e diversos eventos), que são constantes. Segundo Santos, a nova escala vai reduzir a jornada para 40 a 42 horas semanais. ''O policial vai estar mais descansado, e esperamos que isso reflita no atendimento'', afirmou. Como a alteração é apenas operacional, o coronel disse que não houve necessidade de investimentos.


