PM de Campo Mourão tenta conter furtos de bicicletas
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sexta-feira, 13 de julho de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
O 11º Batalhão da Polícia Militar de Campo Mourão está iniciando uma campanha para tentar conter os furtos de bicicletas na cidade. Na primeira etapa, estão sendo distribuídos 10 mil panfletos com dicas aos ciclistas para se proteger contra os ladrões. Outra campanha orienta os moradores para evitar arrombamentos a residências. Dados da própria PM revelam que são roubadas, em média, duas bicicletas por dia em Campo Mourão.
O número é elevado, mas pode ser considerado pouco se levarmos em conta a forma como muitas bicicletas são deixas pelas ruas, diz o comandante do 11º BPM, major Nélson João Casaroli. O panfleto orienta que as bicicletas fiquem em locais visíveis e sempre protegidas com correntes e cadeados e, se possível, presas a um poste ou local apropriado.
Casaroli acredita que a maioria das bibicletas furtadas fiquem na cidade. Muitas são trocadas por drogas, desmontadas ou simplesmente descaracterizadas com a mudança da pintura. O panfleto alerta também sobre os cuidados na hora de se comprar uma bicicleta usada. Peça um recibo de quem lhe vender constando o número do quadro da bicicleta, ressalta a PM.
Outra campanha com distribuição de panfletos orienta a população no sentido de se tentar reduzir o número de arrombamentos a residências. Hoje, de acordo com o batalhão, ocorrem três arrombamentos por dia na cidade, entre casas, carros e estabelecimentos comerciais. Esse número nos preocupa e pode ser maior porque muitas pessoas não nos procuram, diz Casaroli.
A distribuição dos 10 mil panfletos, na primeira etapa, está começando pela região do Lar Paraná, o maior bairro da cidade. A PM orienta que seja mantido um bom relacionamento com os vizinhos e que a casa nunca fique sozinha. Outro alerta é para que não seja permitida a entrada de pessoas estranhas para fazer pesquisas ou usar o banheiro.
De acordo com Casaroli, cerca de 70% dos arrombamentos que ocorrem em Campo Mourão são praticados por menores de idade. E são sempre os mesmos, frisa. Segundo ele, os menores apreendidos pela PM ficam 45 dias internados no Serviços de Atendimento Social (SAS). Mas isso não significa que eles saiam de lá recuperados, lamenta.


