A Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiu intensificar o combate à onda preocupante de crimes registrada nos últimos 12 meses no campus (zona oeste). Numa reunião ontem com representantes das três forças policiais Militar, Civil e Federal ficou acertado que os vigilantes da instituição passarão por cursos de atualização promovidos pela PM. Outra iniciativa será a criação de um disque-denúncia.
A reitora da UEL, Lygia Pupatto, comentou que a criminalidade na instituição atingiu ''um nível impraticável'' e, por isso, decidiu dialogar com as polícias para buscar apoio, ''já que a universidade não foi formada para esse tipo de atuação''. Ela reiterou a proibição da venda e consumo de bebida alcoólica no campus. Para evitar ainda mais atritos com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), ela acertou uma reunião com os representantes dos universitários para segunda-feira. A reitora aguarda também, do governo do Estado, a liberação de R$ 337 mil para instalação de câmeras, guaritas e alarmes.
O subcomandante do 5º Batalhão da PM (BPM), major Devaldir Amadei, colocou seus homens à disposição da instituição e propôs a realização de cursos de atualização e capacitação para os 153 vigilantes. O ''cursinho'' abordará, entre outros pontos, como abordar suspeitos e apurar uso e tráfico de drogas. A proposta deverá ser formatada até o final da próxima semana. Além disso, viaturas da PM continuaram patrulhando nos locais de maior circulação de pessoas.
A atuação da Polícia Federal, segundo o delegado Pedro Paulo de Figueiredo, deverá se concentrar nas suspeitas relativas ao tráfico de drogas. Ele comentou que a UEL não está livre do problema e há informações sobre a atuação de pequenos traficantes no campus. Ele ressaltou a importância de iniciativas como o disque-denúncia e lembrou que a repressão tem que ser firme.
O prefeito do campus, Laertes Matias, confirmou a existência de indícios da presença de pequenos traficantes. ''Não há uma ocupação do espaço, mas sim pontos de distribuição. Não somos um mar de tranquilidade e não estamos alijados do restante da cidade.'' Quanto ao disque-denúncia, ele pontuou que precisa ser aprovado pelos conselhos de Administração e Universitário. Em outra ponta, ele adiantou que serão trabalhadas também ações preventivas sobre os riscos do uso do álcool e drogas.
Nos últimos 12 meses, ocorreram na UEL 81 arrombamentos, 26 furtos e oito assaltos à mão armada.

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