A Ouvidoria Interna da Polícia Militar do Paraná, que começou a funcionar hoje, pretende servir de instrumento para elevar o grau de satisfação profissional do policial militar e reduzir o número de processos administrativos que apuram denúncias contra praças e oficiais. Somente neste ano, entre janeiro e setembro, 356 processos administrativos foram iniciados. Este desempenho pode superar os casos registrados em 1997, que teve 534 registros de processos durante todo o ano.
A Polícia Militar vem tendo números expressivos de problemas disciplinares dentro da corporação. Entre janeiro e setembro de 1998, 56 praças foram excluídos e 23 oficiais receberam punições disciplinares. Somente em setembro deste ano, 24 inquéritos foram concluídos e encaminhados à auditoria militar.
A Ouvidoria Interna da PM vai funcionar em Curitiba, e vai receber sugestões, críticas ou denúncias de toda a corporação que vão ser levadas ao alto comando. ‘‘Quebramos um tabu ao abrir este canal de comunicação que pode ser acessado por qualquer integrante da estrutura da PM, via carta, telefone ou Internet’’, disse o comandante geral da Polícia Militar, coronel Luiz Fernando de Lara.
Lara informou que o trabalho realizado pela ouvidoria vai contar com apoio dos assistentes sociais, psicólogos e polícia secreta da PM. Para o diretor de Pessoal, coronel Mizael Henrique Araújo Bortolon, a integração vai facilitar que iniciativas de apoio e acompanhamento possam ser realizadas junto aos policiais com problemas.
Bortolon acredita que, atuando preventivamente e utilizando a Ouvidoria Interna para melhorar as condições de trabalho do policial, muitas ações violentas ou criminosas vão deixar de acontecer. ‘‘Vamos poder antecipar os problemas de cunho disciplinar, agindo antes que os desvios de conduta aconteçam’’, disse.
Os integrantes da PM vão poder sugerir alterações nas atividades policiais e com isto colaborar para o desenvolvimento cada vez melhor das atividades da PM.Mauro FrassonO comandante Lara, na instalação da Ouvidoria Interna: quebra de tabuGuilherme Vieira

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