A Secretaria de Estado de Segurança Pública vai manter por tempo indeterminado a Polícia Militar no comando interino da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. A previsão inicial era de que a PM permanecesse no local por 30 dias –após a última rebelião– para controlar os presos, encontrar as armas e devolver a unidade em condições de segurança para os agentes penitenciários. Mas isto não aconteceu. Segundo a presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Paraná, Sandra Márcia Duarte, os problemas internos ainda são graves e a situação na PCE é caótica. ‘‘Temos mais de 1,3 mil presos na unidade extremamente frustrados. Eles planejaram uma fuga e não conseguiram executá-la. A situação é tensa e sabemos que eles irão se vingar nos agentes assim que a Polícia Militar deixar a unidade’’, afirmou ela.
A orientação do sindicato é para que os agentes trabalhem apenas nas áreas que não são consideradas de risco. As alas, onde ficam os presos são frequentadas apenas pelos policiais militares armados. Sandra pede para que seja feita uma reforma urgente da unidade penitenciária, começando pela segurança interna.
O diretor interino da PCE, tenente-coronel Nemésio Xavier de França, comandante do Batalhão de Polícia de Guarda dos Presídios (BPGD), afirmou que a PM continua executando os trabalhos normais dentro da unidade. Em quatro meses, foram encontrados quatro aparelhos de telefone celular e sete túneis. Foram tomadas medidas de segurança, como a proibição da entrada de dinheiro no presídio e do funcionamento da cantina dos presos que praticava preços superfaturados.
Ontem, estava sendo dado como certo o nome do major Arlindo Grisbach (que está na reserva da PM) para assumir o comando da PCE. No entanto, a notícia foi desmentida pela assessoria de imprensa da secretaria. O diretor do Departamento Penitenciário, Pedro Marcondes, negou também a possibilidade de anúncio de um novo nome para a direção da PCE.

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