Curitiba A Polícia Militar concluiu o inquérito que apura o envolvimento dos policiais Nilton Hasse e Afonso Odair Konkel na morte do adolescente Ânderson Froese de Oliveira, 18 anos, ocorrida na madrugada do dia 2 deste mês. O prazo para que o processo seja encaminhado ao comando do 13º Batalhão termina na próxima quarta-feira. De lá, o documento será enviado para Auditoria Militar, que decidirá se instaura processo criminal ou encaminha o inquérito para a Justiça comum. O resultado do inquérito não foi divulgado à imprensa.
O advogado dos PMs, Peter Amaro de Souza, entrou com pedido de revogação da prisão preventiva junto à Auditoria Militar. A ação deverá ser julgada nesta segunda-feira. Os dois estão detidos no Batalhão de Polícia de Guarda desde o último dia 14. Peter de Souza entende que não há razão para mantê-los presos, pois os policiais têm residência fixa e não representam qualquer risco de atrapalhar o processo.
Anteontem, foi realizada a reconstituição do crime. O comandante do 13º Batalhão onde os policiais são lotados tenente-coronel José Paulo Betes, disse que a simulação ajudou a elucidar detalhes técnicos de como o fato aconteceu, mas, segundo ele, restavam poucas dúvidas sobre a ocorrência. O menor de 16 anos, que estava com Ânderson quando ele foi morto, participou da reconstituição, que aconteceu dentro do próprio quartel, atendendo a pedido formal do advogado dos policiais. ''Não permiti que fosse feita no local para não haver aglomeração de pessoas'', confirmou Peter de Souza.
Ânderson e o amigo estariam pichando um viaduto da Avenida Marechal Floriano, no bairro Parolin, quando foram abordados pelos PMs. A versão dos policiais é de que o adolescente estaria armado e teria reagido. A família de Ânderson sustenta que ele foi confundido e não tinha nenhuma arma.

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