Quem for fazer compras neste final de semana nas ruas comerciais mais importantes de Londrina verá um número bem maior de policiais do que em dias comuns. Na tarde de ontem, o 5º Batalhão da Polícia Militar colocou em ação 120 homens com a intenção de 'blindar' o comércio e contribuir para que a segunda data mais importante do ano para o setor, o Dia das Mães, seja a mais segura possível. A segurança será intensificada inclusive no período noturno, já que as lojas estarão abertas até as 21 horas hoje e até as 18 horas amanhã.
Somente na região central de Londrina e principais acessos foram empregados cerca de 80 policiais do Pelotão de Choque, Rotam, Cavalaria e policiamento ostensivo a pé. O porta-voz da PM, tenente Ricardo Eguedis, adiantou que serão realizadas blitze de trânsito simultâneas em quatro pontos diferentes. Além disso, serão feitas abordagens de pessoas e veículos suspeitos. O monitoramento feito pelas 14 câmeras instaladas no centro também vai contribuir repassando informações sobre eventuais delitos e suspeitas. Na Zona Norte, outro importante pólo comercial da cidade, a 4 Companhia Independente também reforçou o policiamento.
A medida foi elogiada pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Rubens Benedito Augusto, que esteve presente na Praça Marechal Floriano Peixoto, onde a PM reuniu o efetivo para iniciar a operação. ''Desde quando o Comando atual da PM assumiu, houve uma melhora muito grande. Mas sabemos que ainda falta efetivo e, por isso, estamos sempre cobrando mais pessoal porque queremos que melhore ainda mais'', apontou o representante dos comerciantes.
Entre donos de lojas, trabalhadores e consumidores, a sensação geral é de que principalmente o Calçadão está sim mais seguro, embora ainda aconteçam delitos esporádicos. Os amigos aposentados Emílio Jorge Abraão e José Moretto costumam passar as tardes trocando conversa e observando o movimento, e brincaram que ''pelo menos tiroteio não se vê mais no centro''. ''A gente percebe que nos últimos tempos o policiamento nesta área melhorou'', afirmou Moretto.
Mas nem tudo são flores, alertou a vendedora de telefones celulares Elisângela Marssola. Ela observou que o policiamento é mais perceptível, mas nem por isso alguns ''gatunos'' deixaram de agir. ''A gente não tira nem mais os aparelhos da vitrine porque tem gente que pede para dar uma olhada e acaba fugindo correndo'', disse.
As amigas Ordália Ferreira e Eliane Lima, que costumam comprar no comércio do centro, concordaram que a segurança está maior mas lembraram que nas ruas mais populares é perceptível a falta de policiais. Para evitar surpresas desagradáveis, elas não descuidam das bolsas de mão, não andam com grandes somas em dinheiro nem ostentam jóias e ficam atentas em quem está em volta. ''Eu não deixo de usar as condutas de prevenção, até porque o salário é curto'', resumiu a professora Eliane. Conselhos, aliás, que a PM sempre reforça, principalmente para aqueles consumidores que vêm de cidades menores da região.

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