O comandante da Polícia Militar do Paraná, coronel Guaraci Moraes Barros, encaminhou um documento para a Procuradoria Geral do Estado (PGE) solicitando um parecer sobre a forma ideal de compra de uniformes para a corporação. A medida foi tomada por precaução, por causa das denúncias feitas durante a administração do ex-comandante Luiz Fernando de Lara. ‘‘Queremos evitar que qualquer compra de uniforme seja mal interpretada’’, declarou o comandante.
Caso o fundo para a compra de uniformes seja considerado como privado, o coronel pretende criar um departamento de uniformes na Associação da Vila Militar (AVM) para gerir o fundo. Todas as compras continuariam tendo que passar pela aprovação do Conselho Econômico e Financeiro da PM. Se for considerado como público, o comando pretende regulamentar o fundo, com a implantação de processos licitatórios para as compras. ‘‘Por enquanto estamos num momento de transição. Não sabemos como teremos que proceder’’, disse. Todas as compras com valores superiores a R$ 8 mil estão sendo realizadas com anterior licitação.
O procurador geral do Estado, Joel Coimbra, acredita que por ser ‘‘dinheiro público’’, o único caminho para a compra de uniformes seria a licitação. ‘‘Não poderemos liberar a Polícia Militar desta burocracia. A inconveniência da demora tem que ser mantida pela garantia da lisura do processo’’, complementou.

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