Foz do Iguaçu Uma equipe do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM) apreendeu ontem quase 300 caça-níqueis e prendeu cerca de 70 pessoas acusadas de envolvimento na exploração ilegal do jogo em Foz do Iguaçu. O balanço será divulgado hoje, mas o resultado já é considerado pela PM como o maior já registrado na cidade e um dos maiores do Paraná.
A operação é fruto de investigação do P2, o serviço reservado da Polícia Militar. Depois de colher provas, o efetivo conseguiu, inicialmente, 106 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo juiz Especial Criminal, Marcelo Gobbo Dalla Déa. À tarde, foram mais 10 mandados. O despacho judicial atendeu dispositivo da Lei de Contravenções Penais.
A ação mobilizou 170 policiais e soldados do Grupo de Operações Especiais (GOE). Eles executaram as primeiras 70 apreensões e prisões a partir das 7h30 e surpreenderam donos e funcionários de bares, lanchonetes, mercearias, mercados e padarias e outros estabelecimentos comerciais das quatro grande regiões da cidade.
A maior parte dos equipamentos, cerca de 200, foi apreendida numa casa localizada na Rua Rebouças, na área central. O local era usado como depósito clandestino e oficina dos equipamentos. Segundo a PM, pela manhã, o imóvel teria recebido máquinas ''devolvidas'' por contraventores supostamente avisados da ação policial em curso.
Além dos aparelhos, a polícia aprendeu documentos, pacotes com R$ 500,00 em moedas e fichas de controle dos jogos. O material deve ajudar a encontrar os verdadeiros donos da rede. A polícia não divulgou o nome do dono da residência, que estava abandonada quando foi arrombada, às 13h30. O lote precisou ser levado num caminhão para o depósito judicial do Fórum.
À tarde, a polícia começou a lavrar os termos circunstanciados, para depois liberar os 70 detidos, sem pagamento de fiança, ''como está previsto na legislação'', informou um dos coordenadores da operação, tenente Nelson Maurício dos Santos. Sobre os cabeças da rede, ele afirmou que ''inicialmente as pessoas omitem nomes dos caça-níqueis, porém acabam falando quem é o locador''.
Em Foz, a lei municipal complementar 65, de novembro de 2001, proíbe a exposição e exploração de caça-níques. Também prevê que o descumprimento dela implica em pena de um ano de prisão, conforme determina o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688/41). A lei, entretanto, era descumprida, apesar da cobrança das autoridades locais e de vereadores.

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