PM aperta o cerco aos traficantes
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terça-feira, 29 de abril de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
Marcos NegriniAção intensificadaPoliciais militares patrulham colégio do centro de MaringáAs 78 escolas e colégios das redes municipal e estadual de Maringá serão patrulhadas diariamente a partir de hoje por soldados da Polícia Militar, que se revezarão em três turnos para dar segurança aos alunos que estudam de manhã, à tarde e à noite. Até ontem, o patrulhamento realizado pelas 16 motocicletas da PM era insuficiente para cobrir todas as escolas.
Com o reescalonamento de pessoal coordenado pelo novo comandante do Grupo Tático Móvel, tenente Gérson Maurício Zocchi, haverá número de soldados suficiente para atender à rede de ensino. O principal motivo dessa mudança é o aumento crescente de tráfico de drogas nas imediações das escolas, principalmente à noite. Há dois anos, a PM registrou média de duas prisões de traficantes por semana, que perambulavam à noite nas imediações de colégios e escolas da cidade. Este número dobrou e, por isso, exige agora ação redobrada da polícia. A nossa presença inibe o tráfico, disse o tenente Zocchi.
Os diretores de colégios concordam com o tenente. A presença da PM afugenta os traficantes, que nós já conhecemos bem, diz a professora Safira Feitosa, diretora do Colégio Duque de Caxias, que tem 2,4 mil alunos. Notamos que os alunos dos cursos noturnos são mais violentos, vivem de cara feia e o rendimento escolar deles é péssimo. São usuários de drogas, principalmente a maconha, e permanecem na escola porque são o braço do traficante aqui dentro, afirma Geraldo França, diretor do Colégio Branca da Mota, com 2.850 alunos.
A professora Safira lembra que a grande maioria dos alunos usuários de drogas tem problemas que começam dentro de casa, com a família.


