O trecho que compreende os dois primeiros quarteirões da rua Senador Souza Naves, entre a Santa Catarina e a Pará, vai estar interditado hoje para obras de recapeamento da via. O horário previsto para as obras é das 7h30 às 13h30, mas a pista só deve ser liberada por volta das 16 horas. O trabalho é o primeiro passo do desenvolvimento do projeto Vai e Vem, uma parte da campanha Londrina Trânsito Livre, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul).
O recapeamento do primeiro trecho da Souza Naves começaria ontem. Mas o trabalho não pode ser iniciado porque 16 motoristas estacionaram seus veículos no trecho, desrespeitando o bloqueio feito na madrugada de ontem com cavaletes e cones. Nem mesmo a presença de alguns policiais foi suficiente para impedir o estacionamento no trecho. Para garantir o trabalho hoje, o Ippul requisitou um maior número de policiais à Companhia de Trânsito da Polícia Militar. Além disso, um guincho ficará à disposição para levar os veículos parados na área de bloqueio. ‘‘Os carros que estacionarem no trecho bloqueado serão guinchados e levados ao pátio do Detran. Para retirar os proprietários terão se submeter às normas do órgão, pagando multa’’, diz o presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior.
Stamm explica que a máquina que vai fazer o serviço precisa dos dois lados da via livres para poder trabalhar. Por isso, há a necessidade de impedir o estacionamento de veículos e até de interditar a rua. O trabalho será feito pela Autarquia dos Serviços de Pavimentação de Londrina (Pavilon). A pintura das faixas e a sinalização horizontal serão feitas amanhã pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb). Durante a pintura, o trânsito ficará em meia pista. ‘‘A pintura vai ocorrer primeiro de um lado e depois do outro. Não há necessidade de interditar toda a pista’’, diz Stamm.
Enquanto a Comurb pinta o primeiro trecho, a Pavilon continua o recapeamento até a rua Espírito Santo. Portanto, amanhã, das 7h30 às 16 horas, o trânsito fica interditado na Souza Naves, entre a Pará e a Espírito Santo. Segundo Stamm, o serviço de recapeamento vai continuar com a Pavilon sempre fazendo dois quarteirões por manhã até chegar à avenida Bandeirantes. Em dias de chuva, o serviço será automaticamente suspenso e transferido para o próximo dia seco. Stamm calcula que, se não chover, a cobertura da Souza Naves (até a Bandeirantes) deverá estar pronta em duas semanas. Em seguida, o recapeamento será feito na rua Mato Grosso. A Minas Gerais, entre a Benjamin Constant e a Santa Catarina, também será recapeada, mas em outra etapa do projeto.
O ponto principal do projeto Vai e Vem é a alteração do sentido em algumas ruas do centro da Cidade, para aumentar a fluidez do tráfego e garantir maior segurança aos motoristas e pedestres, diminuindo os pontos de conflito. De acordo com o projeto, duas ruas paralelas não terão mais o mesmo sentido. A primeira rua a ter sentido alterado é a Minas Gerais, que tem o mesmo sentido da Souza Naves. Outra modificação será na rua Mato Grosso, que terá sentido único, com o fluxo seguindo da avenida Juscelino Kubitscheck para a rua Benjamin Constant.
A convergência das ruas Senador Souza Naves, Minas Gerais e Santa Catarina, avenida Celso Garcia Cid e alameda Manoel Ribas será garantida por uma rotatória. Depois de a obra pronta, será feita a inversão do sentido das ruas.
O Ippul fundamentou a mudança em estudos do instituto e em dados da Companhia de Trânsito. O projeto prevê também mudanças nas ruas Raposo Tavares, Jorge Velho, Paes Leme, Borba Gato, Bartolomeu Bueno e Venezuela. Essas ruas serão transformadas em mão única. Assim, o fluxo da rua Raposo Tavares será da alameda Júlio de Mesquita Filho para a rua Paraguai. O sentido das ruas Jorge Velho e Borba Gato será inverso: da rua Paraguai para a avenida Bandeirantes.
O trânsito na rua Paes Leme seguirá no sentido da avenida Bandeirantes para a rua Paraguai. Na rua Bartolomeu Bueno, o fluxo será da rua Souza Naves para a avenida Duque de Caxias. O sentido da rua Venezuela será da avenida Duque de Caxias para a rua Paraguai. Para essa primeira etapa do projeto, foram previstos gastos em torno de R$ 70 mil. Conforme Stamm, as obras serão realizadas com recursos municipais.

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