A Companhia de Trânsito (Ciatran) de Londrina tem disponível apenas um etilômetro (popularmente chamado de bafômetro e usado para medir o teor alcóolico dos motoristas), que veio de Curitiba no final do ano passado, em caráter emergencial. Os seis equipamentos da Ciatran foram enviados a Curitiba para aferição e ainda não retornaram ao 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Segundo informações da Diretoria de Apoio Logístico (DAL) da PM, em Curitiba, a falta de equipamentos não afeta só Londrina, mas as 30 unidades da polícia do Paraná.
Em maio do ano passado, três dos seis etilômetros da Ciatran foram encaminhados para Curitiba para a aferição anual exigida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), em que se verifica a precisão e o bom funcionamento do aparelho. Em agosto, venceu o prazo dos outros três, que também foram mandados para a capital. Os aparelhos permanecem até hoje no DAL.
Conforme o coronel Carlos Alberto Buhrer Moreira, da DAL, a PM possui um total de 137 etilômetros, todos precisando ser aferidos. Em 2007 foi aberta licitação para a contratação da empresa que examinaria os equipamentos, e o edital aguarda apenas a aprovação do governador.
''Foi apresentada toda a documentação solicitando inexigibilidade de licitação, já que a empresa que forneceu os etilômetros à polícia tem exclusividade na aferição dos equipamentos, pois é a única autorizada a realizar o procedimento no Brasil'', explicou.
Entretanto, como o valor da licitação é alto, mais de R$ 250 mil para aferir os 137 etilômetros, o processo foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública do Paraná para avaliação. ''Pelo que sei, a documentação já foi analisada pela Casa Civil e pelo secretário. Agora resta ao secretário despachar o assunto com o governador, que deverá decidir se será aberta uma licitação ou se a empresa será contratada por inexigibilidade'', completou.
Segundo o coronel, como Curitiba não podia ficar sem o equipamento, a empresa paulistana aferiu, em caráter de urgência, sete etilômetros no final do ano passado, sendo que um deles foi deslocado para Londrina.
Conforme o tenente Ricardo Eguedis, comandante da Ciatran de Londrina, quando necessário a companhia aciona a Polícia Rodoviária Estadual. ''Existe a falsa idéia de que com a falta do bafômetro o motorista vai dirigir sem fiscalização, mas não é verdade. A própria legislação criou mecanismos alternativos, como a versão do policial, que hoje é aceita como prova de embriaguez'', alertou.
De acordo com o coronel Moreira, os equipamentos utilizados pelos policiais rodoviários são de responsabilidade da Secretaria Estadual dos Transportes e pertencem à regional Norte do Departamento de Estradas e Rodagens (DER). A 2 Companhia de Polícia Rodoviária Estadual possui oito etilômetros para atender os 15 postos sob sua jurisdição, que engloba 79 municípios. Os equipamentos ficam em pontos estratégicos e são deslocados a outros locais sempre que necessário. O próprio DER encaminha os etilômetros para aferição anual no Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de Londrina e até hoje a companhia nunca ficou sem os aparelhos.

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