PM admite que disparou um tiro em Juizado
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quarta-feira, 11 de abril de 2001
Fabiana Klein De Curitiba 
Os dois tiros que acertaram o sargento do Exército Antônio José de Oliveira Coelho, na última quinta-feira, podem ser da arma do soldado da Polícia Militar, Ricardo Zucom, que fazia a guarda do Juizado de Pequenas Causas de Curitiba, naquele dia. Zucom prestou depoimento ontem pela manhã, no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), afirmando que deu apenas um tiro no meio da confusão, mas que não sabe se esse tiro realmente seria o que acertou o sargento.
O sargento foi ferido com dois tiros nas costas quando tentava conter o vigilante desempregado Pedro Graciano da Silva, que havia ferido três pessoas e que acabou fazendo outras três de reféns dentro do Juizado. Em seu depoimento, na última terça-feira, ficou claro que os tiros que o acertaram não vieram da arma de Graciano. Antônio contou à polícia que quando viu Graciano atirar na ex-mulher, Letícia Cristina Cunha, e nos pais dela (Creuza Bessani Cunha e Benedito de Souza Cunha) tentou conter o atirador, segurando-o pelas costas. Segundo ele, Graciano ficou com os dois braços imobilizados só tendo como atirar para cima. Consequentemente, os tiros que acertaram em suas costas não vieram da arma de Graciano.
O delegado do Cope, Vinícius Augustos de Carvalho, disse que somente na semana que vem, após o resultado dos exames periciais, poderá ter certeza da procedência dos disparos.


