PM admite disparo contra mototaxista
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quarta-feira, 25 de abril de 2001
Luciano Augusto De Londrina 
O sargento da Polícia Militar de Cornélio Procópio, Aroldo Lopes, admitiu que saiu da sua arma o disparo que feriu o mototaxista Celso Ribeiro da Silva, no dia 16 de abril, durante uma perseguição policial. Celso, que se recupera em casa, foi atingido na boca e perdeu seis dentes, teve a mandíbula fraturada em três lugares e sua língua partiu-se ao meio.
O comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar de Cornélio Procópio, tenente-coronel Rubens Guimarães, confirmou que o sargento admitiu o disparo em seu depoimento, mas alegou que teria sido acidental.
O tenente-coronel explicou que não poderia comentar o caso até a conclusão do inquérito policial militar conduzido pelo tenente Álvaro Talheti e que tem prazo de 40 dias para ser concluído. O sargento foi afastado do trabalho de rua e cumpre expediente interno no 18º Batalhão da PM.
O mototaxista foi ferido durante perseguição policial a Alessandro Aparecido Rosa, que estava sendo procurado pela PM em função de assaltos que teria praticado na cidade. Segundo o proprietário da empresa de mototaxi onde Celso trabalhava, Reginaldo Guandeli, Alessandro teria pedido uma moto por volta das 18 horas para levá-lo até o Jardim Primavera, na periferia da cidade. Ao chegarem ao local, uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE) aguardava o passageiro. Alessandro teria então ameaçado o mototaxista com um revólver calibre 32, obrigando que ele fugisse.
Depois de uma perseguição por cerca de três quilômetros, o acusado saltou da moto mas foi detido pelos policiais. Quando Celso tentou tirar o capacete foi atingido com um tiro na boca.


